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Câmara de Coimbra ajusta Festas da Cidade a autor do hino de candidatura do seu Presidente

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A Câmara Municipal de Coimbra apresentou hoje, 3 de junho, as Festas da Cidade de Coimbra e da Rainha Santa Isabel, numa cerimónia em que o presidente da autarquia esteve ladeado por dirigentes da Confraria da Rainha Santa e da Associação de Promoção da Baixa de Coimbra. O encontro com a comunicação social contou ainda com a presença dos vereadores Carina Gomes e Carlos Cidade, que se sentou ao lado de André Sardet, outro dos presentes na sala das sessões do município.

A presença do consagrado artista André Sardet levou-nos a pensar que estava ali para animar a sala, pensamento demasiado óbvio porque o espaço é demasiado cinzento para um concerto intimista. O motivo era outro,  o que se viu quando Manuel Machado lhe deu um contrato para assinar, que não tornando o cantautor mordomo dos festejos, incumbe o mesmo de produzir os ditos.

Claro que o facto de André Sardet ter integrado a Comissão  de honra e de ter sido o autor do hino da candidatura vitoriosa de Manuel Machado para a presidência da Câmara Municipal de Coimbra, não tem nada a ver como este assunto,  pois estes factos  não impedem a Câmara Municipal de Coimbra de celebrar contratos com o artista ou com a produtora que “ajudou” a Valorizar Coimbra.  Não há impedimento legal. De resto, o artista é um bom artista” e a sua empresa Domingo no Mundo já deu provas de ser capaz de promover grandes festas e assim o sedutor André deixa de sentir “mágoa” por não lhe deixarem fazer mais festas na cidade que escolheu para viver.

No entanto, não podemos deixar de salientar que  no espaço de um mês este é o 4º ajuste directo que a CMC celebra com entidades que apoiaram ou estiveram envolvidas profissionalmente na campanha que trouxe Manuel Machado de regresso à Praça 8 de Maio. É ilegal? Não! O executivo municipal autorizou o presidente a efectuar ajustes directos até 75 000, 00 euros, pelo que o presidente da autarquia se limita fazer o que entende, respeitando os poderes que lhe foram conferidos.

Sendo assim, vamos à festa? Vamos!

O programa é feito à imagem e semelhança de muitos dos que foram feitos nas últimas décadas. Não há um único artista que faça vir alguém de Lisboa ou Porto para ver um concerto em Coimbra, que assim continua reduzida ao mapa do Portugal dos Pequenitos e longe do panorama mediático nacional.  É assim mais Pampilhosa da Serra do que Cantanhede, mas para dar um ar mais modernaço, a CMC encomendou uma app para Android e IOS (aplicação para alguns tipos de smartphones), o que quer dizer que metade do público-alvo não vai poder aceder ao que já está mais do que visto.

Manuel Machado, sempre muito gentil, garantiu que a festa vai custar 160 000€, que será um valor inferior  ao que foi “deitado ao rio” no alegado Festival de Verão de 2013 (que se recusou a divulgar, dando a entender que é para “esquecer”) , aquele em que a CMC pagou a José Cid para o homenagear e cujos montantes e procedimentos mereceram a critica justa da então oposição socialista.

Embora a documentação disponibilizada pela CMC não explique como vai ser investido aquele valor, NDC sabe que o contrato com a empresa de Sardet é de 60, 5000 Euros e inclui a produção e pagamento dos honorários de Rita Guerra, Azeitonas e Carminho, a que deve ser acrescido o valor a apurar com a venda de ingressos para o espectáculo da fadista. Os restantes 100 000 vão servir para pagar o resto dos festejos, indo grande parte ao ar com a compra de foguetes e aluguer de luzes.

O município diz-nos que a edição de 2014  é “uma festa centralizada nos momentos habituais de recolhimento, fé e devoção, mas que procura,em simultâneo, assumir-se como a grande festa da cidade, que cruza estilos e tendências, buscando como referência não só as expressões culturais mais contemporâneas, mas também projetos que preservem a tradição popular, pretendendo ainda colocá-los ao alcance de todos e integrando-os harmoniosamente nalguns dos espaços mais significativos da cidade.”

Partindo deste principio, é preciso muita fé para acreditar que vamos ter uma grande comemoração, mas podemos anunciar que vamos puder assistir a shows de  Pensão Flor (dia 3, no Parque Verde, entrada livre),  Coimbra Convida(que slogan original!)…Carminho, um espectáculo de 40 000 Euros (4 de julho, no Páteo da Universidade, entradas a 15 e 25 Euros, bilhetes na ticketline), Azeitonas (11 de julho, Praça do Comércio, entrada livre)  e Rita Guerra (dia 12, Jardim da Sereia, entrada livre).

Assim para o mais barato, tanto do ponto de vista do organizador como do utilizador, temos a Procissão, o Baile da Rosa (Reis Marques?), o Rali Rainha Santa, a Serenata, o fogo de artifício, cujo orçamento também paga o que se vai rebentar e iluminar o fim de ano e mais.

Durante a edição deste ano das Festas da Cidade e da Rainha Santa Isabel, a Câmara prevê, de acordo com Manuel Machado, identificar, com sinalética própria, os Caminhos de Santiago que atravessam o concelho (assinalando também os 20 anos da geminação de Coimbra com Santiago de Compostela) e reabrir ao público a Sala da Cidade, designação do antigo refeitório do Mosteiro de Santa Cruz, com uma exposição de fotografia de Varela Pécurto, sobre Coimbra antiga.

Um grande programa com muitas pequenas coisas explicadas em 44 páginas que anexamos,  em conjunto com um vídeo dos destques feitos pelo senhor presidente da edilidade, pois não queremos que o eleitor perca nada.

Boas festas, para todos, são os desejos da equipa do Notícias de Coimbra, que, como vem sendo habitual, é o jornal não oficial do evento.

 

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