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Cabo Verde reduziu casos de covid-19 de mais de 7.000 para 14

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 anos atrás em 08-03-2022

 Cabo Verde não regista qualquer óbito por complicações associadas à covid-19 há duas semanas e reduziu o número de casos ativos da doença de mais de 7.000 em janeiro para os atuais 14, segundo dados oficiais.

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De acordo com dados da Direção Nacional de Saúde reunidos hoje pela Lusa, o último óbito associado à covid-19 no arquipélago aconteceu em 22 de fevereiro, há precisamente duas semanas, e em todo o mês anterior registaram-se cinco mortos, tantos como praticamente num único dia em janeiro, no pico da pandemia.

Desde o início da pandemia de covid-19 em Cabo Verde, em março de 2020, o arquipélago já registou 401 mortes por complicações associadas à doença, conta com um acumulado de 55.898 casos positivos, dos quais 55.431 foram considerados recuperados, tendo hoje 14 casos ativos, quando no pico da pandemia, em janeiro, chegaram a ser mais de 7.000.

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Cabo Verde atingiu um recorde diário de cerca de 1.400 novos infetados com covid-19 num único dia em janeiro, já com a nova variante Ómicron a circular no arquipélago, mas a situação melhorou rapidamente a partir da segunda semana de janeiro.

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Entretanto, no último ano, Cabo Verde recebeu mais de um milhão de doses de vacinas contra a covid-19 e utilizou 684.278, o que corresponde a 65,4% do total, segundo dados da Direção Nacional de Saúde.

Essas doses permitiram vacinar com pelo menos a primeira dose 85,6% dos adultos, mais de 316.800, e 73,3% já estão completamente vacinados, com as duas doses, equivalente a mais de 271.500, mas apenas 12,8% receberam a dose de reforço, equivalente a 47.391.

Na vacinação dos adolescentes, dos 12 aos 17 anos, 76,1% da população estimada nesta faixa etária já recebeu pelo menos a primeira dose (45.056) e 61,2% (36.258) já estão complemente vacinados.

Cabo Verde voltou no último domingo à situação de alerta, o menos grave de três níveis, mantendo atualmente um nível “mínimo” de restrições devido à pandemia de covid-19, deixando de ser obrigatório a utilização de máscara facial na via pública.

A medida, que vai vigorar por 30 dias, resultou da “avaliação positiva” da Direção Nacional de Saúde à situação epidemiológica do país, segundo anunciou anteriormente a ministra da Presidência do Conselho de Ministros, Filomena Gonçalves.

“Permite confirmar a tendência de estabilização da pandemia de covid-19 em Cabo Verde”, afirmou a governante.

Desde domingo que deixou de ser obrigatória a utilização de máscara facial na via pública, mas mantém-se a sua obrigatoriedade nos espaços fechados de entendimento público, exceto em discotecas.

Deixou de ser exigida a apresentação de certificado covid-19 de vacinação ou de teste negativo no acesso a restaurantes e bares, mas continua a ser necessária essa apresentação para aceder a discotecas e locais de diversão noturna, bem como nas viagens interilhas e internacionais.

“Em todo o país, os principais indicadores internacionalmente convencionados para o efeito melhoraram significativamente. A taxa de letalidade é de 0,7%, o índice de transmissibilidade Rt está em 0,7, abaixo de 1, como recomendado, a taxa de incidência acumulada a nível nacional situa-se em 8 por 100 mil habitantes”, explicou ainda a ministra.

Todo o país estava em situação de alerta – o nível menos grave de três previstos na lei que estabelece as bases da Proteção Civil – desde 28 de outubro de 2021, mas o aumento exponencial de novos casos de covid-19 após o período do Natal, e quando registava um Rt de 2,52, levou o Governo a aumentar um nível no final do ano (para situação de contingência, em que permanece ainda), apertando as regras, desde logo com a proibição de festas de passagem de ano na rua ou limitando as festas privadas, além do regresso ao uso obrigatório de máscaras na via pública.

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