André Ventura garantiu este domingo, 18 de janeiro, um lugar na segunda volta das eleições presidenciais, num resultado que abalou completamente o xadrez político nacional e deixou a direita tradicional em choque.
Num discurso inflamado, o líder do Chega afirmou que a fragmentação da direita acabou por beneficiar a sua candidatura. “A direita fragmentou-se como nunca, mas os portugueses acreditaram que éramos a alternativa”, declarou, perante apoiantes em euforia.
Ventura foi ainda mais longe ao assumir uma vitória direta sobre o PSD, sublinhando que “conseguimos derrotar o candidato de Montenegro, o candidato do montenegrismo”, numa clara provocação à atual liderança social-democrata.
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O candidato destacou o caráter popular da campanha, que diz ter sido decisiva para o resultado histórico. “Fizemos a campanha mais popular de sempre. Um político vive das pessoas”, afirmou, acrescentando que foi o contacto direto com os eleitores que fez a diferença.
Convicto do novo equilíbrio de forças à direita, André Ventura não hesitou em reclamar protagonismo. “Os portugueses deram-nos a liderança da direita”.
Num tom fortemente ideológico, André Ventura lançou um ataque frontal ao socialismo. “Eu não quero voltar ao socialismo. O socialismo destrói, mata e corrompe”, afirmou, rejeitando qualquer aproximação à esquerda e evocando fantasmas do passado político recente. O candidato foi ainda mais explícito ao afirmar: “Não queremos a tralha de José Sócrates.”
Convicto de uma vitória histórica, Ventura mostrou-se confiante para a segunda volta. “Vamos vencer as eleições presidenciais”, garantiu, assumindo-se como o novo rosto da direita portuguesa. “Os portugueses deram-nos a liderança da direita”, reforçou.
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