Conecte-se connosco

Tribunais

Sentença de madeireiro acusado de matar homem em Tentúgal conhecida a 22 de outubro

Publicado

em

O Tribunal de Coimbra adiou para o próximo dia 22 de outubro a leitura da sentença do madeireiro, de 37 anos, acusado de matar um homem em março de 2017, em Tentúgal, no concelho de Montemor-o-Velho. 

A sala de audiências encheu-se com cerca de duas dezenas de pessoas que queriam conhecer o veredito, mas os juízes decidiram voltar a ouvir uma das testemunhas e por isso remarcaram a data da leitura do acórdão.

O arguido também esteve presente na sessão mas apenas através de videoconferência. É acusado de matar um homem por uma dívida de 80 euros, num negócio entre os dois, no qual a vítima, toxicodependente, terá acordado a venda de eucaliptos num terreno que já não lhe pertencia.

A acusação do Ministério Público diz que o madeireiro se terá deslocado à casa da vítima, na companhia de um jovem com quem trabalhava, terá entrado sozinho e assassinado o homem com várias pancadas de um objeto que não foi identificado. Depois, terá tentado queimar o corpo, ateando-lhe fogo.

Durante o julgamento, o arguido negou o crime e culpou o jovem que o acompanhou à casa dizendo que tinha sido ele a entrar na habitação e indicando que este conhecia a vítima por causa de negócios de droga. O rapaz, que chegou a ser arguido mas acabou por ser considerado a principal testemunha, contou versão inversa. Contudo as suas declarações deixaram algumas questões por esclarecer , na sessão de hoje, os juízes quiseram ouvir a irmã dele, principalmente para esclarecer questões relacionadas com chamadas telefónicas que foram feitas na altura.
As declarações da mulher foram por diversas vezes contestadas pela assistência ouvindo-se algumas pessoas a dizer que estaria a mentir.

“Não há prova nenhuma pelo que o arguido terá necessariamente que ser absolvido”, afirmou a advogada de defesa. Instado pelo presidente do coletivo de juízes, a acrescentar mais alguma informação ao que havia sido dito, o detido disse que “não conhecia aquelas pessoas nem a vítima a não ser do negócio” que fez com ele.

A leitura da decisão do coletivo de juízes ficou marcada para o próximo dia 22 de outubro, às 16:00.

 

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade