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Reclamações sobre comunicações cresceram 28% em 2020

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 A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) recebeu mais de 125 mil reclamações em 2020, um aumento de 28% face a 2019, segundo o relatório de regulação, supervisão e outras atividades de 2020, hoje divulgado.

No ano passado, a Anacom recebeu 125.500 reclamações escritas contra prestadores de serviços de comunicações, mais 28% do que em 2019, o que este regulador atribui à “maior utilização e dependência dos serviços de comunicações que resultou da resposta à covid-19”.

Segundo o regulador, as comunicações eletrónicas foram as mais reclamadas, com 87.600 reclamações (o equivalente a 70% do total de reclamações). O número representa mais 25% face a 2019.

Já o maior aumento no número de reclamações foi nos serviços postais, mais 37% face a 2019, para 37.900 queixas (30% do total de reclamações em 2020).

A Anacom diz ainda que no mês de dezembro “foi registado o maior número de reclamações dos últimos três anos”, ao atingir 14.600.

O número de reclamações de dezembro significa mais 7.500 reclamações do que em março de 2020 (mês do primeiro estado de emergência), “sobretudo motivado pelos problemas com os serviços postais, que registaram neste mês mais 4.000 reclamações (mais 155%) face a novembro, em que se iniciou um novo estado de emergência”, explica a Anacom.

No relatório hoje divulgado, o regulador das comunicações considera que o ano de 2020 – marcado pela pandemia de covid-19 e pelo estado de emergência entre 19 de março e 02 de maio de 2020 e desde 09 de novembro até ao final do ano – “teve um profundo impacto na experiência de utilização de serviços de comunicações eletrónicas e postais durante todo o ano”.

A Anacom refere que, no primeiro estado de emergência, os muitos trabalhadores em teletrabalho e os estudantes em telescola levaram a “uma utilização mais intensiva de serviços de comunicações eletrónicas”.

Ao mesmo tempo, disse, houve “necessidade de assegurar a capacidade de resposta das redes de comunicações a esta realidade, salvaguardando em particular utilizadores prioritários, como as forças de saúde e segurança públicas”.

Também nos serviços postais, afirma, houve um “incremento expressivo do tráfego de encomendas neste período,” e a “reorganização das empresas prestadoras para responder a esta realidade”.

Assim, diz a Anacom, a maior dependência da sociedade dos serviços de comunicações nestes períodos e o “impacto financeiro da covid-19 nos utilizadores” levaram a “um incremento das reclamações quer sobre os serviços de comunicações eletrónicas quer sobre os serviços postais em 2020”.

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