A revisão do Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo entre o Município de Coimbra e a Associação Académica de Coimbra – Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF) foi aprovada esta sexta-feira, 6 de março, na Assembleia Municipal de Coimbra, com 42 votos a favor, sete abstenções e um voto contra.
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PSD e Chega levantaram dúvidas sobre a ausência de um parecer jurídico relativo à revisão do contrato.
As críticas não caíram bem à presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, que reagiu de forma firme.
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“A questão nunca foi de natureza jurídica, mas sim política”, afirmou a autarca, visivelmente irritada.
A edil aproveitou ainda para apontar críticas ao anterior executivo municipal, liderado por José Manuel Silva, responsável pelo contrato agora revisto. “Queriam uma Académica de mão estendida”, acusou.
A presidente da autarquia foi mais longe e considerou que a gestão anterior do processo no Estádio Cidade de Coimbra refletia uma postura de imposição. “Era uma atitude de quero, posso e mando’”, atirou.
Recorde-se que, na reunião de Câmara de 2 de março, a revisão do contrato já tinha sido aprovada, mas sem a presença de cinco vereadores da oposição, que abandonaram temporariamente a sala.
Na altura, José Manuel Silva, antigo presidente da autarquia, alertou para dúvidas legais sobre a proposta.
“Pela experiência que tive, não tenho dúvidas de que esta proposta é ilegal”, afirmou, sugerindo que a Câmara solicitasse um parecer jurídico à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.
Apesar das críticas, Ana Abrunhosa garantiu que o acordo é benéfico para o clube histórico de Coimbra e para a utilização do equipamento municipal.
“Todos os clubes podem utilizar o equipamento”, assegurou.
Segundo a autarca, a revisão do contrato permitirá ainda à AAC/OAF gerar receitas e melhorar a sua situação financeira.
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