Coimbra

Que barulho é este em Coimbra?”Buzina de um navio que toca numa cidade que não tem mar”

Notícias de Coimbra | 1 mês atrás em 14-04-2024

Desde 6 de abril, que duas vezes por dia, durante uns minutos, se ouve a buzina de um navio em Coimbra. O som tem levado muitos a questionar nas redes sociais de que se trata, relatando a surpresa ou mesmo o susto que apanham.

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A inquietude está desfeita: Trata-se de uma instalação sonora, de autoria do artista espanhol Berio Molina, no âmbito da 5.ª edição do Anozero – Bienal de Arte Contemporânea, que decorre sob o tema “O Fantasma da Liberdade.

Uma “buzina de um navio que toca numa cidade que não tem mar” dá “conta do quanto a arte é uma fricção entre a realidade e aquilo que lá colocamos”, explicou na inauguração do evento que decorre até 30 de junho, Carlos Antunes do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra.

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Entre as obras comissionadas pela Bienal conta-se a Dislocación, com uma instalação sonora que recorre a buzinas resgatadas de um cemitério de navios, na Índia.

Irá tocar duas vezes por dia, em horários aleatórios, como se houvesse uma embarcação a passar por Coimbra, uma cidade sem mar, de modo algo fantasmagórico.

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É na margem esquerda do Rio Mondego, no espaço exterior do mosteiro, virada para o centro de Coimbra, que “sai” o som distintivo das buzinas, que se ouve a longa distância, remetendo para a ideia de viagem.

A bienal de arte contemporânea de Coimbra Anozero explora espectros e fantasmas, a partir da ideia de liberdade, no ano em que se celebram 50 anos do 25 de Abril.

A quinta edição tem como epicentro, uma vez mais, o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, e é guiada pelo tema “O Fantasma da Liberdade”.

Ouça o som que estremece Coimbra:

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