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Coimbra

PS diz que situação financeira da Câmara de Coimbra é “um não assunto”

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O Partido Socialista (PS) de Coimbra reagiu às recentes declarações de José Manuel Silva, nas quais o autarca revelou que esperava que a situação financeira da Câmara Municipal fosse melhor. Os socialistas consideram que este é “um não assunto” e garantem que as contas deixadas pelo anterior executivo permitem “assumir todos os compromissos”.

“Para o PS este é um não assunto porque a situação financeira da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) em outubro de 2021 permitia cumprir todos os compromissos assumidos como ficou claro no parecer semestral do Revisor Oficial de Contas”, lê-se num comunicado assinado pelo presidente da Concelhia de Coimbra do PS.

“O PS quando regressou ao poder da CMC em 2013 herdou do PSD/CDS uma dívida de 68 milhões de euros e deixa em 2021 uma divida de menos de metade (dados do parecer semestral do ROC)”, acrescenta Carlos Cidade, esclarecendo que o município “não tem pagamentos em atraso, paga a menos de 30 dias e tem uma grande capacidade de endividamento como o próprio José Manuel Silva assumiu nas suas declarações”. Cidade diz que José Manuel Silva se queria referir “não à situação financeira da CMC mas à situação orçamental que são coisas distintas”.

“O PS não estranha que a atual maioria tenha dificuldades em fazer o orçamento para 2022 e 2023 considerando o elevadíssimo volume de investimentos deixados pelo PS em curso para a cidade, mas isso reflete o elevado grau de apresentação de diversas candidaturas a Fundos Comunitários que estão a atingir a sua maturidade máxima, porque o quadro comunitário termina em 2023. Acresce a isto que o Partido Socialista deixou, já no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), um volume muito grande já comprometido, mais de 60 milhões de euros em várias, como a habitação ou o património cultural”, afirma o atual vereador da oposição.

O líder da concelhia socialista acusa o executivo de “vazio de projetos concretos” e diz que a isso se devem a “dificuldades para apresentarem nova despesa até 2023”. Carlos Cidade sustenta que “o PS fez o seu trabalho e se continuasse a governar como desejava iria debater-se com os mesmos problemas e teria que encontrar soluções como aquelas que encontrou para resolver a situação, essa sim financeira muito complicada que herdou em 2013, o que agora não é o caso”.

No documento, enviado aos meios de comunicação social e aos militantes, o ex-vice presidente da CMC pergunta ainda se o atual edil andou distraído já que “sempre teve acesso aos relatórios de gestão anual e aos balanços financeiros que eram levados a todas as reuniões de Câmara”.

No texto há também referências ao estado dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), nomeadamente ao facto de José Manuel Silva ter revelado que a frota tem 46 autocarros avariados. “Pois a 26 de setembro, o PS não deixou esse número de autocarros avariados”, assegura Carlos Cidade. “É preciso trabalhar todos os dias e resolver os problemas. Todos os dias há acidentes e avarias com autocarros com os SMTUC que é preciso resolver. Não resolvem, porquê? Será que estão a criar o cenário da inevitabilidade….a privatização está sempre no horizonte?”, questiona.

“Esperemos que este não assunto não volte a ser invocado como desculpa para a falta de trabalho e incapacidade que José Manuel Silva mostra na tomada de decisões que Coimbra precisa e mais não é do que uma narrativa para se desculparem que não conseguem fazer”, remata a Concelhia Socialista.

Questionado pelo NDC José Manuel Silva não quis responder, remetendo para a altura da apresentação do orçamento mais comentários.

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