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Coimbra

José Manuel Silva esperava melhor situação financeira na Câmara de Coimbra

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O presidente da Câmara de Coimbra disse hoje, na primeira reunião extraordinária da Assembleia Municipal, que esperava que a situação financeira fosse melhor do que a que encontrou. “A Câmara tem capacidade de endividamento, mas não tem de investimento”,  afirmou José Manuel Silva. 

“Pensávamos encontrar a situação económico- financeira e a organização da Câmara Municipal de Coimbra um pouco melhor, mas infelizmente tivemos surpresas negativas”, revelou.

Segundo José Manuel Silva, o anterior executivo gastou “mais de 200 mil euros em hardware e software para digitalização” que está “praticamente avariado”. Considerando que “o processo de digitalização é absolutamente urgente”, o autarca deu conta de que o município terá de fazer novo investimento em equipamento.

O presidente referiu-se também à Área de Reabilitação Urbana (ARU) entre a Universidade de Coimbra e o Jardim da Sereia que vai caducar por o processo ter sido submetido pelo anterior executivo sem ter sido promovida uma discussão pública do projeto. “O executivo anterior foi incapaz de preparar os procedimentos”, lamentou. Também em relação ao Plano Diretor Municipal “podia ter-se avançado mais”, referiu, sustentando que os “SMTUC também não estão nada bem”.

“Encontrámos uma Câmara sem projetos a médio ou longo prazo”, sublinhou, indicando que o Gabinete de Auditoria Interna da autarquia “tinha 0 pessoas” a trabalhar. “Vai passar a ter [funcionários] porque a auditoria interna é fundamental para o desenvolvimento de uma instituição”, indicou.

José Manuel Silva aludiu também ao processo de descentralização dando conta que, em Coimbra, só a Educação representa que “tem de se cortar do orçamento dois ou três milhões de euros”.

“Mas já estamos a trabalhar e temos de semear para colher”, concluiu.

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