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Governo

PS acusa PSD de ficar atolado “na contradição continuada e sistemática”

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O deputado do PS Porfírio Silva reiterou hoje as críticas ao PSD, acusando-o de ficar atolado “na contradição continuada e sistemática” e de fazer “uma oposição negativista, sem propostas para a recuperação” no contexto de crise da covid-19.

Numa intervenção durante o debate sobre o estado da nação, na Assembleia da República, Porfírio Silva começou por lembrar que “há uns meses, num dos momentos mais difíceis da pandemia, um deputado porta-voz do PSD dizia ‘temos um primeiro-ministro cansado’, e insistia, com um certo desdém, ‘o primeiro-ministro está cansado, precisa de ir descansar’”.

O deputado socialista sublinhou que “mesmo cansados, os portugueses não desistiram, não seguiram aquele mau conselho do deputado do PSD – cujas palavras ilustravam uma política”.

“Enquanto o governo, como a esmagadora maioria dos portugueses, das instituições, das famílias, enquanto essa grande parceria lutava para preservar a saúde e debelar a crise, o principal partido da oposição escolheu fazer da pandemia uma oportunidade para tentar desestabilizar a governação, talvez mesmo sonhando derrubar o governo – e, em alguns momentos, terão acreditado que tinham encontrado parceiros disponíveis para tal”, criticou.

Na sua intervenção, Porfírio Silva insistiu nas críticas feitas pela líder parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, no início do debate: “Levamos ano e meio de pandemia, mas o maior partido da oposição não terá levado mais do que mês e meio a desistir de uma postura responsável face ao maior embate das nossas vidas. E mostrou isso ao país atolando-se na contradição continuada e sistemática”, lamentou.

Para o socialista “foi este caldo de contradição continuada e sistemática que alimentou o vale tudo: o ‘fecha, fecha’ quando se abria, seguido do ‘abre, abre’, quando a preservação da saúde obrigava a encerrar”.

“Numa democracia, o estado da nação é também o estado da oposição. Uma oposição negativista, sem propostas para a recuperação, que chega sempre atrasada aos momentos das propostas concretas, é uma oposição que falha ao país. Quanto a isso, nada podemos fazer. Mas temos feito a parte que nos toca”, considerou.

Porfírio Silva sublinhou que, antes da pandemia, já a “agenda progressista” do Governo estava em marcha, em várias áreas, agenda que preparou o país para a resposta à pandemia.

“A aposta no digital, na saúde ou na educação, por exemplo, não a descobrimos na pandemia. O combate às desigualdades e à pobreza, a aposta na habitação, na qualidade do emprego, nos serviços públicos, no SNS, numa transição climática justa, na mobilidade sustentável, na coesão territorial, na descentralização – não esperámos pela pandemia para avançar e a nossa agenda anterior à pandemia preparou o país para a extraordinária resposta que os portugueses deram a este desafio”, vincou.

“Estamos prontos para o futuro e queremos partilhar a responsabilidade de juntar as forças de todos aqueles que, nos últimos anos, fomos construindo um caminho de progresso, onde Portugal só pode estar bem se os portugueses estiverem melhor”, rematou.

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