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Coimbra

PS acusa José Manuel Silva de se contradizer em relação ao Convento São Francisco

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Depois de ter anunciado a nomeação de Celeste Amaro para substituir a arquiteta Isabel Worm, na assessoria artística e cultural do Convento São Francisco, em Coimbra, o presidente da Câmara foi alvo de uma sucessão de críticas por parte da oposição. Depois do CpC e do PCP, esta sexta-feira foi a vez do PS tornar pública uma nota em que acusa José Manuel Silva de contradições. 

Num comunicado enviado ao Notícias de Coimbra, o Partido Socialista recorda que “a 27 de novembro de 2017, numa das primeiras reuniões de Câmara em que participou, José Manuel Silva afirmou sobre o Convento São Francisco que “a gestão de um equipamento desta dimensão e complexidade não devia estar a cargo de um mero funcionário da Câmara (…) o então designado Movimento Somos Coimbra defende que seja constituída uma empresa municipal, com concurso público para os principais lugares da mesma.” Sustenta ainda que, “durante todo o mandato 2017-21, esta foi uma bandeira deste movimento, com permanentes, acérrimas e muitas vezes mal-educadas críticas à gestão municipal do Convento, aos trabalhadores e às equipas que lá operavam”.

O PS sublinha que a posição do Somos Coimbra relativamente à gestão do Convento São Francisco “sempre foi clara e inequívoca” e até “reforçada durante a campanha da coligação Juntos Somos Coimbra, nas últimas autárquicas, na sua medida n.º 44 – “Autonomizar a gestão e direção artística do Convento de São Francisco…”.

Numa nota intitulada ” José Manuel Silva sem Memorial do Convento São Francisco”, os socialistas questionam: “como é possível contradizer-se agora com tanta facilidade e falta de respeito por quem o elegeu? Com uma posição tão firme e tão intransigente, como é que José Manuel Silva atropela despudoradamente as promessas que fez?”

“Primeiro, dispensa Isabel Worm, que fez um trabalho notável na programação deste equipamento. Depois, designa Celeste Amaro para ocupar um lugar que, nas palavras do atual presidente só deveria ser preenchido por concurso público internacional. Terceiro, José Manuel Silva declara que, afinal, mudou de ideias, e “fica descartado, por agora, um novo modelo de gestão”, para hoje já sair uma notícia a indicar que haverá até ao fim do ano. E, finalmente, com toda a desfaçatez que já o caracteriza, responde às críticas legítimas acusando quem as faz de uma “redutora postura de maldizer”, numa espécie de lição paternalista da escola primária”, lê-se no extenso texto.

Lembrando que “foi o Partido Socialista que finalizou a obra e abriu o Convento ao público a 8 de abril de 2016” e no tempo da liderança do PS que “foram criados, cresceram e orgulharam a cidade eventos como o Correntes de Um Só Rio, o abril Dança em Coimbra, o Cem Portas, o Café Curto e tantos, tantos outros, além dos grandes programas expositivos e do projeto educativo e de mediação de públicos”, a nota reafirma que “a verdade é que José Manuel Silva sabia muito pouco sobre o Convento São Francisco”. 

“O Presidente da Câmara precisa, de facto, de grandes ensinamentos e de uma grande lição de humildade e de realizar um Memorial sobre as suas contradições sobre o Convento, uma vez que a única coisa que soube fazer até agora, numa inacreditável postura soberba, ao nível do rei absolutista fictício da obra de Saramago, foi mudar a designação da Antiga Igreja do Convento São Francisco e arrogar-se no direito de lá colocar uma placa com o seu nome”, refere o texto assinado pelo presidente da Concelhia de Coimbra do Partido Socialista, David Ferreira da Silva.

Os socialistas salvaguardam na nota que “não duvida das capacidades de Celeste Amaro, que muito consideram” nem “do empenho que esta trabalhadora municipal imprimirá ao novo desafio que lhe foi confiado”. No entanto, dizem nunca caracterizariam Celeste Amaro como uma “solução transitória e barata”, como “deselegante e desrespeitosamente fizeram alguns elementos da coligação Juntos Somos Coimbra”.

Ferreira da Silva termina dizendo que “o Partido Socialista defende e continuará a defender uma gestão pública e inteiramente municipal do Convento São Francisco, com orientações claras sobre as prioridades e as políticas culturais que devem ser implementadas, com uma programação independente, feita por pessoa de reconhecido mérito e currículo na área da gestão e programação cultural, com um claro e forte empenho na mobilização e participação de todos os agentes culturais que tanto distinguem, pela positiva, a nossa cidade”. A José Manuel Silva, conclui, “interessa defender tudo e o seu contrário, mas não precisa de se preocupar que o PS guardará o seu Memorial do Convento”. 

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