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Tribunais

Prisão preventiva para maioria dos arguidos por furtos e tráfico de droga na Figueira da Foz

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O Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra determinou hoje prisão preventiva para 13 dos 21 detidos em operação da PSP, que procurou desmantelar grupo da Figueira da Foz que furtava catalisadores e traficava droga.

Inicialmente, a PSP tinha detido 20 pessoas, na terça-feira, mas no Tribunal de Coimbra foram presentes a juiz 21 arguidos, afirmou à agência Lusa fonte judicial.

A mesma fonte informou que 13 dos 21 arguidos ficaram em prisão preventiva, três dos quais com possibilidade de cumprirem a pena numa instituição, com vista ao tratamento de toxicodependência.

Os restantes arguidos ficaram sujeitos a apresentações periódicas, acrescentou.

Todos os arguidos, residentes no concelho da Figueira da Foz, ficaram proibidos de contacto entre si.

As quatro mulheres que tinham sido detidas no âmbito da operação ficaram em prisão preventiva, aclarou fonte do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra.

A PSP de Coimbra deteve na terça-feira 20 pessoas por suspeita da prática de crimes de furto, recetação, branqueamento de capitais, associação criminosa, simulação de crime, detenção de arma proibida e tráfico de estupefacientes e pessoas.

De acordo com o Comando Distrital de Coimbra da Polícia, todas as detenções – 16 homens e quatro mulheres, com idades dos 30 aos 40 anos -, ocorreram, âmbito da operação Palladium, na Figueira da Foz.

Em conferência de imprensa, nas instalações daquele Comando da PSP, o comissário Renato Neto explicou que a operação Palladium culmina cerca de um ano de investigação, realizada sob a coordenação do Departamento de Investigação e Ação Penal Regional de Coimbra, por suspeita de vários crimes, entre eles o furto qualificado e recetação de catalisadores.

“No que diz respeito especificamente ao furto de catalisadores, este grupo de suspeitos vinha praticando ilícitos com elevada mobilidade e dispersão geográfica, nomeadamente nos distritos do Porto, Aveiro, Viseu, Coimbra, Castelo Branco, Leiria e Lisboa”, informou.

De acordo com o responsável, “a participação dos suspeitos no crime é diferente: um grupo considerado mais organizado assumia a qualidade de chefia e um grupo assumia o papel de operacionais e procediam ao furto de catalisadores e venda de drogas na Figueira da Foz”.

Aos jornalistas, o responsável recordou ainda que, no contexto da presente investigação, a PSP já havia desencadeado diversas ações operacionais, nomeadamente no âmbito da Operação Carbono.

Nessa altura tinham sido detidos 14 suspeitos, dos quais cinco ficaram em prisão preventiva.

Foram apreendidos 507 catalisadores, aproximadamente 725 doses de cocaína e 100 doses de heroína, cinco viaturas, cerca de 74 mil euros em dinheiro, uma pistola de calibre 6,35mm e 805 kg de componentes de catalisadores já devidamente processados e avaliados em mais de 100 mil euros.

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