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Primeiro-ministro quer “acelerar” programa do Governo com ajuda das verbas europeias  

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 O secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, admitiu hoje “acelerar” o programa do Governo com a ajuda dos fundos do plano de resiliência da União Europeia, aprovado na semana passada em Bruxelas.

Ao discursar no encerramento do XXII congresso da Juventude Socialista (JS), em Lisboa, Costa elogiou a resposta rápida da União Europeia (UE) à crise pandémica da covid-19 que se traduz num pacote, ou “bazuca”, de meios de “grande calibre”.

É um programa europeu “focado e ancorado” em dois objetivos – a transição digital e transição climática – que “está totalmente alinhado com as prioridades estratégicas” para os próximos quatros anos, definidas pelo executivo socialista ainda antes do princípio da crise.

“A única coisa que vamos fazer é acelerar a execução do nosso programa de governo e agora com mais meios para o executar, graças à solidariedade da União Europeia e à forma como tem estado a responder a esta crise”, disse.

O XXII congresso nacional da JS, totalmente digital devido às restrições causadas pela epidemia, elegeu Miguel Costa Matos como secretário-geral, com 179 votos a favor, 17 contra e seis votos em branco, sucedendo a Maria Begonha.

No encerramento de um encontro totalmente digital – “o congresso mais diferente” a que assistiu e que prova que “a democracia não está suspensa” – Costa admitiu que os últimos meses com a crise pandémica foram difíceis, incluindo os jovens, e defendeu como prioridades do Governo e do PS o direito à habitação e “um trabalho digno, justamente remunerado e não a prazo”.

Recordou, por outro lado, medidas adotadas pelo executivo para o próximo ano, nesta fase de crise, e que passam pela redução do período de garantia para o subsídio de desemprego ou a sua prorrogação por mais seis meses também em 2021.

A crise e a pandemia de covid-19 puseram o país e os portugueses a “atravessar um túnel tenebroso”, mas, “graças à ciência” e às vacinas, é possível já “ver uma luz ao fundo do túnel”, declarou, depois de lembrar, uma a uma, as prioridades definidas pelo executivo para quatro anos de governação e as medidas adotadas para minorar os efeitos da crise.

Porque antes da pandemia, argumentou o líder socialista e primeiro-ministro, o país estava “no caminho certo” e é esse “caminho” que é preciso retomar quando se ultrapassar a crise, com os objetivos de combate às alterações climáticas, a defesa do equilíbrio demográfico, na transição digital e na luta contra as desigualdades, “verdadeira razão de ser do socialismo democrático”.

A Miguel Costa Matos, novo secretário-geral da JS, António Costa pediu que faça o que tem sido o “contributo” dos jovens socialistas ao longo de mais de 45 anos, após o 25 de Abril de 1974: “espicaçar o PS a ir mais além” porque o “partido precisa desse sangue novo”.

No final do congresso, questionado pelos sobre eventuais mudanças de orgânica e no funcionamento do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), na sequência da morte de um cidadão ucraniano, em março, no aeroporto de Lisboa, António Costa remeteu o assunto para mais tarde.

“As questões de Estado serão tratadas no momento próprio”, afirmou.

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