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Coimbra

Pressão de internamentos por covid estabilizada em Coimbra

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O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) tem ao dia de hoje 56 doentes internados com covid, seis dos quais em Cuidados Intensivos, para uma capacidade instalada de 69 camas. O aumento da pressão, esperado depois das festas, “não se verificou e os números estão estáveis”, disse ao Notícias de Coimbra Nuno Devesa, diretor clínico do CHUC. 

“Tínhamos algum receio deste período festivo, sabemos que a doença grave acontece sete a 10 dias depois do surgimento dos sintomas e hoje já estamos no dia 10”, afirmou o médico em entrevista ao NDC, garantindo que “não houve nem um acréscimo na procura na Urgência nem na pressão de internamentos”.

A capacidade instalada tem-se mantido estável, considera o responsável, depois de, em dezembro, duas enfermarias do serviço de Ginecologia terem sido disponibilizadas para internar doentes infetados.  Essa foi, de resto, a “única reorganização no hospital necessária até à data” por causa do aumento de casos de covid.

A taxa de ocupação no geral está situada nos 81%, mas nos casos graves a percentagem é inferior. “As taxas de ocupação às 00:00 de hoje em Medicina Intensiva era de 72%”, disse ao NDC João Paulo Almeida e Sousa, responsável dos Cuidados Intensivos do CHUC que é também o coordenador para a região Centro.

“Não é nada de preocupante em termos de capacidade de resposta, a situação mantém-se estável com uma folga adequada. Não se afigura necessário mais camas ativas”, sublinhou o especialista em Medicina Intensiva.

“As coisas estão estáveis neste momento, mas não nos podemos esquecer que os serviços de saúde têm sido depauperados nos últimos anos e temos assistido a uma saída de médicos e de enfermeiros que não existiam antes que tem a ver com as condições de trabalho e remuneratórias que o Governo não tem querido resolver”, sustentou José Carlos Almeida, secretário regional do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) da Região Centro, ouvido pelo NDC.

“O Ministério da Saúde tem-se pautado por uma certa desorganização nos cuidados de saúde, e particularmente no que respeita à covid”, considera o representante sindical, dando como exemplo o caso recente do encaminhamento de doentes para o CHUC, por parte da Linha Saúde 24, para realização de teste covid. José Carlos Almeida revelou que, nos Covões, o problema só se resolveu com “a desativação do número de telefone que estava a ser cedido pela linha SNS24”.

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