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Presidente da Distrital Chega não comenta “saída” da vereadora Maria Lencastre Portugal

António Alves | 1 hora atrás em 16-01-2026

Deputados municipais do Chega votaram desfavoravelmente as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026 do Município de Coimbra. Vereadora Maria Lencastre Portugal, na altura filiada neste partido, votou favoravelmente.

Foi uma das “surpresas” da reunião extraordinária da Assembleia Municipal de Coimbra realizada sexta-feira, 16 de janeiro. Os três deputados eleitos pelo Partido Chega votaram desfavoravelmente um documento que a vereadora eleita tinha dado parecer favorável.

Questionado pelo Notícias de Coimbra, o deputado municipal e líder da distrital do Partido Chega explicou que tal significa “pluralidade de opiniões” dentro do partido.

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Ou seja, “a liberdade de voto dentro do grupo parlamentar existe aqui na Assembleia Municipal de Coimbra, inclusive na própria vereação, portanto não quer dizer que pelo facto da vereadora ter votado a favor nós tinhamos também de votar a favor”.

Sobre a “unanimidade” dentro do grupo parlamentar, o eleito explicou que aqueles documentos são, na prática, é “bem demonstrativo que é uma continuidade daquilo que vinha do passado”.

“Se era para manter o passado, porquê que as pessoas mudaram? Então se mudaram é porque queriam uma alternativa e esta alternativa não existiu garantidamente na nossa opinião”, afirmou.

Sobre a anunciada saída da vereadora Maria Lencastre Portugal, o líder da distrital respondeu que o tema será “comentado nos fóruns próprios e num momento oportuno”.

“Trata-se de uma questão de posição pessoal, eu pessoalmente falei com ela no dia em que houve essa tomada de posição, tentei perceber os motivos, e não são motivos garantidamente com a distrital Coimbra, felizmente”, concluiu.

Recorde-se que, no domingo 11 de janeiro, Maria Lencastre Portugal anunciou a desfiliação do partido Chega. A autarca explicoum, em comunicado, que a decisão resulta de uma “incompatibilidade objetiva” entre orientações internas recentemente aprovadas pelo Chega e a forma como entende que deve ser exercido o mandato local, “assente na autonomia dos eleitos e na representação direta dos cidadãos”.

Veja o Direto NDC com Paulo Seco

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