Portugal

Portugueses repatriados exaustos mas aliviados por estarem no sue “cantinho”

Notícias de Coimbra com Lusa | 6 horas atrás em 06-03-2026

Imagem: António Cotrim/ LUSA

Os passageiros que hoje aterraram em Lisboa provenientes do Médio Oriente mostravam à chegada um ar cansado, mas aliviado por finalmente estarem em Portugal, após uma viagem longa, atribulada e com muito medo.

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“Estamos assoberbadas, a viagem foi completamente exaustiva. Há 36 horas que estamos em viagem. O transporte terrestre do hotel até Omã foi bastante difícil e depois uma espera no aeroporto de 17 horas. Mas uma vez que entrámos no avião, ficou tudo bem”, disse Mariana Carvalho aos jornalistas, no Aeródromo Militar de Lisboa.

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Esta portuguesa, que se encontrava no Dubai a passar férias com a irmã gémea, Mariana, foi uma das 147 passageiros que hoje aterrou neste aeroporto, num voo fretado por Portugal para repatriar os portugueses que pretendem sair de zonas de risco devido à guerra no Médio Oriente.

A aeronave A330, fretada à TAP Air Portugal e que transportou 147 passageiros, dos quais 139 são portugueses e oito de outros países: Alemanha, Itália, Estados Unidos da América, Reino Unido e Peru, aterrou em Figo Maduro às 10:16.

Pouco depois, os passageiros dirigiram-se a uma sala no aeródromo, onde os esperava o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, e um lanche, bem como vários jornalistas que os interrogaram sobre o que lhes tinha acontecido desde que, no sábado, os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

Mariana contou que, enquanto estavam no Dubai, sentiram o maior receio.

“Estávamos sempre agarradas ao telemóvel a ver as notícias, a ver quando saía um avião, quando a [companhia aérea] Emirates ia dar notícia, as notícias de que estava a escalar o conflito, os voos constantemente a ser adiados. Éramos para ficar uma semana e acabámos por ficar duas”, prosseguiu.

Mariana e a irmã gémea Cristiana conseguiram arranjar um voo que vai sair hoje, mas optaram por esta resposta portuguesa, porque “como o conflito está a escalar o voo podia ser cancelado a qualquer momento”.

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