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Plátanos do Parque da Cidade sobrevivem às obras? Somos Coimbra e PSD pedem garantia de Manuel Machado

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Ana Bastos, vereadora do Somos Coimbra, voltou hoje a questionar o presidente da Câmara acerca da garantia de sobrevivência das árvores às obras agora revistas no Parque Manuel Braga, citando um parecer técnico de um professor da UTAD,  Luis Martins, que faz a “previsão de morte quase inevitável dos plátanos centenários”.

“As micro estacas em betão [usadas para estabilizar os muros da margem] vão perfurar as raízes e o muro em betão vai tapar o sol e deixar e dar acesso à água”, disse Ana Bastos que afirmou que a solução levada hoje à sessão do executivo, que altera o projeto inicial, “é apenas o recurso a maquinas mais leves”.

A vereadora perguntou diretamente a Manuel Machado “se esta operação assegura a sobrevivência dos plátanos” e se a alteração à obra se faz acompanhar de um estudo técnico que assegure a saúde e a sobrevivência dos plátanos, mas a apenas a legalidade dos procedimentos de contratação pública.

Manuel Machado  respondeu que o “documento que partilhou [anteriormente] foi muito útil” e que, “no âmbito do caderno de encargos consta que a empresa contratada tem de ter um acompanhamento das espécies arbóreas. Tomei as providências que tinha de tomar, relativamente à obra.”

Sobre o mesmo tema, interveio o vice-presidente, Carlos Cidade que disse não “esperar voltar a este assunto, porque é falta de ética e sentido de responsabilidade trazer um estudo de alguém que “teve de ser afastado ou por invenções claras em algumas matérias com a credibilidade que se lhe quer dar.

Em períodos recentes em que a avaliação e os resultados das intervenções têm sido desmontadas pelas instituições do ambiente quer pelos tribunais” disse Carlos Cidade fazendo antever um processo judicial sobre o tema.

Ana Bastos respondeu que, embora não seja especialista  no tema, “só seria irresponsável se ignorasse o relatório técnico de um especialista credenciado.

José Manuel Silva sublinhou que o “substantivo é a defesa dos plátanos”, e disse que não conhece “nenhum estudo a fundamentar que o relatório citado estivesse errado ou que garantisse a sobrevivência dos plátanos”.

Manuel Machado repetiu que as questões dos relatórios “são contas de outro rosário” e que a obra” é um valor substancial de fundos europeus” a aproveitar porque “que ninguém de boa saúde mental quer ver uma derrocada no Parque Manuel Braga” – disse.

“A empresa de fiscalização tem sido esmerada no trabalho que faz e garante a absoluta confiança” disse o presidente da Câmara de Coimbra acrescentando que se “se alguém usou a UTAD para fins empresariais é assunto de outra instância”.

A entrar na discussão o vereador Paulo Leitão questionou o presidente: “Nada de mal acontecerá a estas arvores?”

Manuel Machado disse não ter “nenhum indício que essa situação ocorra relativamente à saúde dos plátanos. Se houvesse o perigo dos plátanos não sobreviverem” a obra não avançava. Reiterou que é extremamente grave o nome da Universidade de Trás Os Montes ter sido usado abusivamente, referindo-se ao um relatório citado por Ana Bastos.

Em entrevista no final da sessão de câmara, o presidente voltou a garantir que as árvores estão seguras e disse que o relatório citado se baseou num telefonema de uma das empresas da obra.

 

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