Coimbra

Onda de gripe ameaça a região: Hospitais de Coimbra entram em alerta

António Alves | 2 meses atrás em 03-12-2025

Imagem: Depositphotos

As medidas começam quinta-feira, 4 de dezembro, nos centros de saúde e na sexta-feira, 5 de dezembro, na unidade hospitalar.

O aumento da incidência de doentes com problemas respiratórios levou a Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra a ativar o nível 1 de alerta nas diversas unidades de saúde. As primeiras a receberem esta medida são os centros de saúde e já a partir desta quinta-feira, 4 de dezembro.

A ativação das urgências dos Hospitais da Universidade de Coimbra acontece apenas na sexta-feira, 5 de dezembro. Alexandre Lourenço, presidente do Conselho de Administração, explicou quarta-feira que esta medida está a ser tomada “duas semanas antes daquilo que foi no ano passado”.

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Aos jornalistas, explicou que esta medida implica na prática que “os centros de saúde, de uma forma genérica, vão estar abertos até às 20:00 e vão dar resposta à doença aguda em 60% dos casos no próprio dia”.

Já no hospital, “implicará a criação de circuitos dos doentes com infecções respiratórias para uma zona com uma sala de pressão negativa, para que estes doentes não estejam misturados com os doentes sem infecções respiratórias”.

Por outro lado, será instalado na entrada do serviço de urgências um contentor para onde terão de passar obrigatoriamente todas as pessoas com sintomas de dificuldades respiratórias. O objetivo é
realizar naquele espaço “análises para perceber quais é que são os agentes logo antes da triagem e dedicar um posto de triagem dos quatro que temos, também para encaminhar estes doentes para seguirem este circuito segregado de isolamento dos doentes”.

“O plano está a ser preparado, mas evidentemente ele depende da utilização racional dos serviços de saúde e particularmente da vacinação, como falei há pouco, mas também da utilização da linha SNS24, porque a partir da linha conseguem ter acesso quer às consultas no médico de família no próprio dia ou no dia seguinte, aos centros de atendimento clínico ou se necessário, evidentemente, à urgência”, frisou.

Alexandre Lourenço apelou mesmo à vacinação das pessoas “quer nos centros de saúde, quer nas farmácias comunitárias, que, evidentemente, vão impactar na nossa capacidade de dar resposta às necessidades da população”.

Veja o Direto NDC com Alexandre Lourenço

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