Política

O primeiro “arrufo” da coligação “Avançar Coimbra”

António Alves | 33 minutos atrás em 05-03-2026

Tudo por causa da escolha para a gestão do ITAP.

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A coligação “Avançar Coimbra” integra os partidos PS, Livre e Pan e o movimento Cidadãos por Coimbra. Como tal, era esperada com naturalidade a posição destes partidos e do movimento em relação à escolha da ex-vereadora do Chega Maria Lencastre Portugal para a gestão da empresa municipal Prodeso, proprietária da escola técnico-profissional ITAP.

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Para já, apenas o PAN e o Livre já se pronunciaram com esta escolha. Ora, é precisamente com o Livre que se nota algum desconforto com a escolha feita pela presidente Ana Abrunhosa e vice-presidente Miguel Antunes.

Depois de assinalarem os 4 meses da governação da autarca, e de recordarem quem são os eleitos do partido para a Assembleia Municipal, o Grupo de Coordenação Local do Núcleo Municipal de Coimbra do Livre entende que uma coligação é “uma colaboração dinâmica, o que implica convergências e divergências”.

No caso da escolha da vereadora Maria Lencastre Portugal, o partido diverge da escolha, “por considerarmos que não reúne a experiência e as competências adequadas para a função, tal como implicitamente referido pela própria”.

Apesar disso, garantem que continuarão “a intervir de forma construtiva junto do executivo municipal para que o ITAP reforce a qualidade da formação profissional e contribua para a capacitação laboral no concelho de Coimbra — um compromisso assumido no programa da coligação Avançar Coimbra”.

Já a concelhia do PAN entende que esta escolha “é uma decisão da exclusiva responsabilidade do Executivo Municipal”.

Por outro lado referem que “a presente nomeação não decorre de qualquer acordo político adicional, nem implica qualquer alteração ao atual quadro de governação municipal”.

“A nomeada não integra atualmente qualquer partido político, não existindo qualquer acordo ou entendimento com outras forças partidárias. Mantém-se, assim, inalterado o compromisso do PAN Coimbra com a coligação e com o programa sufragado pelos munícipes”.

Recorde-se que o convite, formulado pela presidente da câmara de Coimbra, foi confirmado na passada segunda-feira, 2 de março, tendo nesse mesmo dia sido alvo de bastantes críticas pelos partidos da oposição.

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