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O interior das Finanças

Notícias de Coimbra | 11 anos atrás em 11-10-2013

A Pinhais do Zêzere – Associação para o Desenvolvimento anunciou hoje ter solicitado uma reunião urgente ao secretário de Estado dos Assuntos Fiscais para repudiar “de viva voz” o eventual encerramento de repartições de finanças naquela região.

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Segundo um comunicado da associação, que agrega os municípios de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Pedrógão Grande (distrito de Leiria) e Pampilhosa da Serra (Coimbra), o encerramento das finanças nestes concelhos “penaliza uma vez mais aqueles que teimam em continuar a viver no interior”.

A direção da Pinhais do Zêzere acusou o Governo de “contribuir para aprofundar a criação de um país a duas velocidades, uma para o interior, outra para o litoral, provocando aqui a desertificação e no litoral o sobrepovoamento, com custos que, se contabilizados, demonstrariam seguramente uma situação contrária daquela que se pretende alcançar”.

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“Neste pedaço de Portugal, a pouco mais de 60 quilómetros do mar, que se está a transformar em interior profundo, a sabedoria popular, na qual bebemos muito do nosso saber, diz que ‘se está a poupar no sebo, para se gastar na mecha'”, lê-se no comunicado.

Para a associação, a medida apresentada é “altamente lesiva dos interesses das populações, pois a ausência total de transportes públicos que permitam o acesso expedito, fácil e económico ao serviço de finanças, que se anuncia venha a ser o mais próximo”.

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Além disso, acrescentam, “é mais um contributo para o despovoamento do interior, contrariando assim muitos dos esforços desenvolvidos pela administração local e central, desperdiçando-se trabalho e investimento já realizado”.

“Nós, os resistentes no interior, apelamos para que nos demonstrem a bondade desta medida e a não haver, que se repense então a sua aplicação”, refere o documento, salientando que a reunião pedida ao secretário de Estado com “caráter de urgência” visa expressar, de viva voz, o veemente repúdio por esta medida”.

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