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Ministra da Coesão Territorial quer “desenvolvimento centrado nas pessoas”

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A ministra da Coesão Territorial defendeu hoje um “desenvolvimento centrado nas pessoas” para o interior do país, que só pode acontecer “de forma integrada”, e que deve começar por cuidar de quem já mora nesses territórios.

“Só de forma integrada é que conseguimos o desenvolvimento que queremos para o interior” – um “desenvolvimento que tem de ser centrado nas pessoas” e em que a “preocupação tem de ser primeiro cuidar que quem já cá está”, afirmou a ministra Ana Abrunhosa.

A governante falava na sessão de encerramento do festival VisitPortugal Descobre o teu Interior, organizado pelo Gerador, em que, ao longo de três dias, foram debatidas, através da plataforma ‘online’ do festival, várias questões acerca do interior do país, dando visibilidade às comunidades que o compõem.

Para a ministra, a fixação de população passa por investir nas instituições científicas, uma vez que “há muito que a missão destas instituições deixou de ser apenas formar pessoas, passaram a ter a missão de ajudar a resolver os problemas das comunidades onde se inserem”.

Outro dos eixos fundamentais é “garantir, com qualidade e em qualidade, acesso a serviços públicos”, apontou a governante, admitindo que a “tecnologia permite prestar serviços à distância, permite que, em vez das infraestruturas, os serviços vão junto das pessoas”.

Ainda assim, Ana Abrunhosa considera que “era muito importante” que se abandonassem, “de uma vez por todas, os critérios” que foram fixados “politicamente para a existência desses serviços públicos, porque se for o critério de população, estes territórios vão, de certeza, continuar a perder população”.

O acesso a serviços públicos tem de ser complementado com investimento “nas acessibilidades, nas estradas”, defendeu.

Para a responsável da tutela, são também essenciais as apostas na “banda larga, as estradas do futuro”, que deve “chegar devidamente a todas as pessoas e a todas casas”, mas também em “escolas digitais, [mais bem] preparadas para os desafios de amanhã”, que funcionam apenas “como complemento, porque as aprendizagens são, sobretudo, presenciais”, vincou.

Também o setor social e as IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) devem continuar a desempenhar o seu papel fundamental, mas é “cada vez mais importante que se preocupem com respostas sociais e inovadoras”.

Em todos esses desígnios, deve-se “trabalhar com quem já está no interior”, reiterou a governante, elencando os “jovens trabalhadores, as famílias, as empresas”, mas também “os municípios, que estão na linha da frente em tudo, e a pandemia também o veio sublinhar”.

A pandemia “trouxe novas dificuldades, tem-nos feito reavivar prioridades, relativizar os nossos problemas e olhar de uma forma muito diferente para aquilo que é o nosso presente e para o que queremos que seja o nosso futuro”.

“Nesse novo olhar, o interior já não é mais um caminho de cabras, já não é mais uma mulher de lenço preto na cabeça, já não é mais a floresta, a agricultura e o meio rural. É, sim, a agricultura, a floresta, o meio rural com conhecimento, com tecnologias, com pessoas qualificadas e com outras atividades. O interior é um mundo que o nosso próprio país tem de voltar a explorar”, rematou.

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