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Governo não quer apoiar formação profissional para pessoas com deficiência?

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Segundo um requerimento subscrito pelos deputados do PSD Fátima Ramos, Mercês Borges, Manuela Tender, Maurício Marques e Adão Silva, “estamos em final de Dezembro e ainda não ocorreu a abertura do período de apresentação de candidaturas relativas à atividade a desenvolver a partir de Janeiro de 2016, no âmbito da Qualificação de Pessoas com Deficiência e Incapacidade”.
fátima ramos

“As pessoas com deficiência e as organizações que lhes prestam apoio estão a viver um problema muito complicado, o qual resulta da indefinição do financiamento das ações de formação profissional”, dizem os social democratas no requerimento apresentado.

Fátima Ramos, e os restantes deputados, alertam para as consequências gravosas desta situação, recordando que se não existir financiamento a 1 de janeiro de 2016 todo o sistema terá de parar. Isto implicará que, a partir desse momento, não existirão condições para que “os formandos possam continuar a frequentar a formação e as entidades formadoras serão obrigadas, no mínimo, a fazer a suspensão dos contratos de trabalho dos profissionais envolvidos”.

“Trata-se de uma situação muito grave pelas consequências que terá. Por um lado, temos pessoas com deficiência que serão impedidas de continuar as ações de formação e por outro existirão vários formadores que irão para o desemprego”, afirmam os deputados do PSD.

Com base neste contexto extremamente grave para a área social, Fátima Ramos e os restantes deputados perguntaram formalmente ao Ministro do Trabalho e Segurança Social sobre qual a “data em que será possível às Instituições que prestam apoio às Pessoas com Deficiência candidatarem-se através do POISE, ou de outro sistema de incentivos, ao financiamento das Ações de Formação Profissional?” e ”de que forma pretende o Governo resolver o financiamento das Ações de Formação enquanto as Instituições tiverem vedado o acesso às candidaturas?”.”

Recordamos que Fátima Ramos vive de perto o problema, pois é irmã de Jaime Ramos, Presidente da ADFP –   Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional, com sede em Miranda do Corvo.

 

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