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Governo diz que Góis e Pampilhosa da Serra estão “obviamente” abrangidos por apoios do Estado

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O Governo esclareceu que os municípios de Góis e de Pampilhosa da Serra estão “obviamente” abrangidos por apoios do Estado à reconstrução dos territórios atingidos pelos fogos e que o fundo hoje aprovado é apenas um dos vários disponíveis.

Os presidentes de câmara de Góis e de Pampilhosa da Serra manifestaram indignação pelo facto de os seus concelhos não estarem abrangidos pelo fundo de apoio à revitalização das áreas afetadas pelos incêndios, aprovado hoje em Conselho de Ministros.

O ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou hoje, em declarações à Lusa, que estes dois municípios “obviamente estão abrangidos pelos apoios do Estado à reconstrução dos seus territórios depois dos fogos”.

“É um fundo para um fim específico, num contexto específico que ocorreu naquele incêndio de Pedrógão Grande”, referiu o ministro, acrescentando tratar-se de “um dos vários apoios que vão estar no terreno” e que “vários desses apoios vão estar, obviamente, acessíveis aos municípios de Góis e da Pampilhosa da Serra”.

O fundo aprovado hoje em Conselho de Ministros, destina-se à “organização dos apoios que estão a ser prestados pelas populações de forma muito solidária na sequência da destruição de habitações e daquela tragédia da morte de dezenas de pessoas no incêndio de Pedrógão Grande [várias pessoas morreram encurraladas pelas chamas na Estrada Nacional (EN) 236-1 entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos]”.

“Este fundo é prioritariamente sobre essa matéria e é nesse contexto que o fundo está destinado exatamente à reconstrução dos municípios afetados por esse incêndio”, reforçou.

Pedro Marques disse ainda já ter “esclarecido, de forma clara”, os dois presidentes de câmara sobre este assunto.

Os concelhos de Góis e de Pampilhosa da Serra foram devastados durante três dias por um incêndio de grandes dimensões, que, segundo as primeiras estimativas da Proteção Civil, afetou mais de 20 mil hectares de mancha florestal.

O incêndio, que se encontra oficialmente dominado desde as primeiras horas de hoje, não provocou vítimas mortais, havendo a registar 18 feridos ligeiros e, pelo menos, quatro habitações destruídas, além de dezenas de unidades agrícolas.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, divulgado hoje, o fundo, de âmbito social, tem o objetivo de gerir os donativos entregues no âmbito da solidariedade demonstrada, dando-lhe um destino coordenado de apoio à revitalização das áreas afetadas, garantindo prioritariamente a reconstrução ou reabilitação de habitações e o seu apetrechamento, designadamente mobiliário, eletrodomésticos e utensílios domésticos”.

Este apoio, reforça o Governo, complementa o apoio público existente nas áreas da Segurança Social, do Planeamento e Infraestruturas, da Economia, da Agricultura e da Habitação.

O Governo pretende, deste modo, “garantir uma maior eficiência, não só na gestão desses recursos, mas também na sua afetação aos que dele necessitam, promovendo um reforço da celeridade em todo o processo, com a participação de representantes das autarquias de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande e do setor social local”.

O incêndio que deflagrou no sábado à tarde em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, e foi dado como dominado na tarde de quarta-feira provocou pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos.

Só no concelho de Castanheira de Pera, de acordo com o presidente da câmara, as chamas consumiram, pelo menos, 64 casas, além de residências de segunda habitação.

O fogo começou em Escalos Fundeiros e alastrou depois a Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria.

Desde então, as chamas chegaram aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.

Este incêndio já consumiu cerca de 30.000 hectares de floresta, de acordo com dados do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais.

 

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