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Eduardo Cabrita diz que acidente na A6 não deve ser usado para confrontação política

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O ministro da Administração Interna disse hoje que o assunto do acidente mortal que envolveu o carro em que seguia na A6 não deve ser usado para “confrontação política” e remeteu a saída do Governo para o primeiro-ministro.

“Acho que não deve ser matéria de um quadro de confrontação política”, disse Eduardo Cabrita aos jornalistas no final da cerimónia de aniversário da PSP.

Questionado se tem condições para continuar no cargo, o ministro da Administração Interna afirmou que esse assunto é da “estrita responsabilidade” do primeiro-ministro.

“Essa é uma matéria da estrita responsabilidade do primeiro-ministro. Tenho quatro anos de exercício de funções que corresponderam aos melhores indicadores de segurança em Portugal”, observou Eduardo Cabrita que falou hoje pela primeira sobre o acidente, que ocorreu a 18 de junho na A6, na zona de Évora, envolvendo o carro em que seguia e que provocou a morte a um trabalhador que fazia a manutenção da via.

O ministro disse que falou hoje sobre o acidente porque “foi a primeira cerimónia de dimensão nacional” em que participou desde 18 de junho, justificando o silêncio porque foi o Ministério da Administração Interna “a dar a devida nota do infeliz acidente”, por ter sido aberto um inquérito pelo Ministério Público (MP), que está em segredo de justiça, e por ser uma matéria “objeto de averiguação” de apuramento das “circunstâncias e responsabilidade”.

O governante considerou que, no âmbito do apuramento dos factos, “não existe nenhum cidadão, nem nenhuma entidade, que esteja acima daquilo que é o quadro legal aplicável”, acrescentando que se trata de “uma circunstância terrível” e que não deseja a ninguém passar “por algo similar”.

“As minhas primeiras palavras são reafirmar o que logo na altura tomei a iniciativa de fazer. Manifestar as condolências relativamente ao trabalhador que foi mortalmente vítima deste acidente rodoviário e transmitir solidariedade, que aliás no próprio dia, por via telefónica, foi prestada pela minha chefe de gabinete à senhora Marta Azinhaga, sua mulher, e às suas filhas”, frisou.

Eduardo Cabrita avançou que, no quadro das intervenções de poderes públicos e das funções próprias do Instituto de Segurança Social, foram dadas indicações para serem realizados os contactos que permitissem agilizar os mecanismos legais de apoio previstos para estas circunstâncias.

O ministro sublinhou que, no âmbito das responsabilidades, vão ser “tão celeremente quanto possível definidas as componentes indemnizatórias devidas” e recordou que “foi de imediato feita a devida e adequada participação dos factos”.

“Como sempre sucede em acidentes rodoviários, em que haja uma vítima mortal, foi aberto o devido inquérito pelo Ministério Público, através do MP de Évora, que certamente apurará todas as circunstâncias que envolveram este acidente”, disse, acrescentando que o MAI, as pessoas que estiveram no local e as forças de segurança estão a prestar “toda a colaboração necessária” para “o apuramento total” do que ocorreu.

Cabrita apelou ainda para que se confiasse “naqueles a quem cabe apurar os factos”.

O CDS-PP, PSD, PAN e Chega têm exigido esclarecimento ao ministro sobre o acidente em que esteve envolvido o carro em que seguia.

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