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Coimbra

“Diligência Bar” continua à espera do reconhecimento histórico e cultural

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O estabelecimento “Diligência Bar/Casa de Fados” continua à espera do reconhecimento como entidade de interesse histórico e cultural ou social local. O responsável pelo estabelecimento, Jorge Gerardo, esteve esta segunda feira na reunião do executivo municipal da Câmara de Coimbra, no período aberto ao público, onde questionou os motivos da demora.

Recorde-se que este assunto foi analisado e votado pelo executivo a 16 de maio, podendo esta classificação salvaguardar a continuidade do icónico estabelecimento da Baixa de Coimbra.

Jorge Gerardo questionou os motivos do processo “não ter seguido para despacho”, decorridos estes meses. Teme que este “atraso” possa ser motivado pela requalificação prevista para aquele edifício, que considera “importantíssima”, mas manifesta-se preocupado com “este esquecimento da não classificação do Diligência Bar”.

Em resposta, a vereadora Ana Bastos explicou que, de facto, há dois processos a decorrer em simultâneo sobre este projeto – “o da reabilitação do prédio, que precisa mesmo dessa intervenção, e o pedido de reconhecimento como entidade de interesse histórico e cultural ou social local”.

Sublinhou, contudo, que são “dois processos individuais”, que têm a ver com o mesmo prédio. “São projetos distintos e o projeto de reabilitação não põe em causa o reconhecimento. As duas questões são perfeitamente aceitáveis. Podemos reabilitar o edifício e reconhecer o interesse histórico e cultural deste espaço”, explicou.

A vereadora socialista Carina Gomes realçou que o que pode estar em causa é a continuidade do “Diligência Bar” e apelou à autarquia para que “salve o Diligência, tal como o anterior executivo salvou o Salão Brazil”.

Este foi apenas um dos temas apresentados na reunião do executivo, no período dedicado ao público, para a qual estavam agendadas ainda mais cinco intervenções, tendo duas delas ficado por realizar. João Vasco Ribeiro, presidente dos Bombeiros Voluntários de Coimbra, não esteve presente e Luís Miguel Rosa pediu para adiar para a próxima sessão.

Dos restantes temas abordados, houve uma munícipe que se apresentou em defesa das pessoas que querem comprar casas no Bairro da Fonte do Castanheiro, o que, como explicou o presidente da autarquia, José Manuel Silva, não pode acontecer nesta fase em que as habitações se encontram em processo de reabilitação.

Questões ligadas aos estacionamentos de condóminos, bem como outros assuntos que perturbam alguns moradores na Rua Humberto Delgado, também foram apresentadas nesta sessão.

A Cooperativa do Mondego também se fez representar, apelando à autarquia celeridade na resolução de processos que já remontam a 2020, manifestando vontade de avançar com as obras mas sem incorrer em ilegalidades.

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