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Defesa de homicida de menina lusodescendente em França não vai recorrer da pena

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A defesa de Nordahl Lelandais, condenado hoje a prisão perpétua pelo homicídio da menina lusodescendente Maëlys de Araújo, em agosto de 2017, anunciou que não vai recorrer da sentença, porque isso prolongaria a provação da família da vítima.

“É tempo de virar a página”, disse Alain Jakubowicz, após ser conhecida a sentença da justiça francesa, afirmando que um recurso seria prolongar a provação da família, de uma forma “indigna”.

Nordahl Lelandais, um ex-militar de 39 anos de idade, condenado a perpétua pela morte de uma menina de nove anos, Maëlys de Araújo, em agosto de 2017, terá de cumprir pelo menos 22 anos de prisão.

A mãe da menina, Jennifer de Araújo, mostrou-se agradada com a sentença: “Ele não fará mais mal a mais ninguém. Esse era o meu objetivo. Estou contente com o veredicto e aliviada por finalmente ter terminado. A sentença está à altura do que eu esperava. Nunca saberemos como morreu, só ele sabe, mas está condenado e espero que ele pense no que fez”.

Antes de conhecer a pena, Nordahl Lelandais pediu desculpas pelo crime.

“Reconheço os atos de que sou acusado. Sei que as famílias nunca aceitarão as minhas desculpas, mas peço-lhes com toda a sinceridade”, disse o condenado, que também foi julgado por agressões sexuais a dois dos seus primos de quatro e seis anos no verão de 2017.

Lelandais tinha sido condenado em maio de 2021 a 20 anos de prisão pelo assassinato de um homem, Arthur Noyer, em abril de 2017.

Os investigadores suspeitaram dele porque o seu telefone tinha sido localizado na mesma área que a vítima, cujo rasto se perdeu quando ele saiu de uma discoteca.

A menina desapareceu a 27 de agosto de 2017 durante uma festa de casamento, em que participaram pelo menos 180 convidados.

O seu corpo foi encontrado a 14 de fevereiro de 2018 e Lelandais, que se encontrava em prisão preventiva desde setembro, confessou no mesmo dia o crime, embora na altura tenha dito que foi “acidental”.

No julgamento de Maëlys, que durou três semanas, acabou por admitir que “voluntariamente” a matou, dando-lhe um murro na cara.

Segundo os meios de comunicação social, ele afirmou ter tido um ataque de pânico, uma alucinação, quando viu o rosto de Noyer no rosto da rapariga.

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