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Tribunais

Culpa pandemia por assaltar professora no Girassolum e pede desculpa

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O Tribunal de Coimbra começou hoje a julgar um homem de 45 anos, reformado por invalidez, que assaltou uma professora quando esta levantava dinheiro numa caixa multibanco do centro comercial Girassolum, na cidade. O arguido disse que “estava em pânico por causa da pandemia” e pediu desculpa à vítima. 

O homem, que está preso preventivamente em Santa Cruz do Bispo, é acusado de um crime de roubo ocorrido este ano junto a uma caixa multibanco instalada no rés-do-chão do centro comercial. Ao coletivo de juízes disse que “estava alcoolizado, tinha tomado comprimidos” e que cometeu o assalto sem pensar no que estava a fazer.

“Vinha a descer a escadas [do centro comercial] e ouvi o barulho da máquina a contar dinheiro. Precisava de dinheiro para tabaco, tinha bebido e tomado comprimidos, foi um cocktail explosivo”, relatou, dizendo que “empurrou a senhora com o corpo” para “assumir o lugar dela”. “Ela desamparou-se e caiu no chão”, contou.

“Peguei no dinheiro, não sabia se eram 100 ou 10 euros, e fugi”, descreveu, dizendo: “estava em pânico por causa da pandemia, pela minha mãe e pelo meu pai”.

Nesta primeira sessão do julgamento foi também ouvida a vítima do roubo. “Meti o cartão para levantar dinheiro – 100 euros – o  dinheiro já tinha saído, mas eu não tive tempo de o ver. Ele empurrou-me e eu bati numa montra e caí de costas, foi aí que me magoei”, recordou a professora aposentada.

Na presença da testemunha, o arguido, que já tem antecedentes criminais, pediu “profundas desculpas pelos atos cometidos” e justificou-se dizendo que “tinha tido uma discussão por não poder ver o pai [por causa da pandemia] e só queria fumar um cigarro”.

 

 

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