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Coimbra

Coimbra diz que perdeu capital da cultura por “critérios subjetivos” e “retórica” (com vídeo)

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O presidente da Câmara de Coimbra falou hoje de “critérios subjetivos” nas escolhas feitas pelo júri na primeira fase de seleção da Capital Europeia da Cultura 2027, em que o concelho foi eliminado. José Manuel Silva disse que houve uma “tentativa de diminuir Coimbra” e de “exaltar outras candidaturas”.

“Não aceito a insinuação de que não havia estratégia”, afirmou o autarca no início da reunião de Câmara. “O critério regional não fazia parte dos critérios da seleção e inquinou o processo. Houve fatores externos que condicionaram as escolhas do júri e isso não poderia ter acontecido”, referiu. José Manuel Silva recordou que a anterior ministra da Cultura, Graça Fonseca, aquando do anúncio dos quatro candidatos, congratulou-se com o facto de serem de quatro regiões diferentes.

“Deveria ser um júri exclusivamente nomeado por Bruxelas sem nenhuma nomeação, eventualmente de caráter político. A intromissão do Governo português permite-nos uma especulação legítima relativamente à independência das pessoas nomeadas pelo nosso Governo”, adiantou, salientando que não quer pôr em causa a seriedade ou qualidade das pessoas nomeadas pelo Governo para o júri. “As especulações são legítimas e devem levar a uma reflexão sobre a forma como o processo foi conduzido”, disse.

“Aprofundam-se as dúvidas sobre a isenção do júri na escolha. Não percebemos porque é que não fomos selecionados e outros foram”, sustentou, fazendo uma comparação com o que o relatório refere em relação à cidade de Aveiro. No documento, o orçamento dedicado à cultura em Coimbra é considerado baixo. “São cinco milhões e 700 mil euros, mas elogia-se o orçamento expressivo e que tem vindo a crescer de Aveiro que foi de 4,6 milhões em 2021”, referiu, apontando dados na realização de eventos ao ar livre (714 em Coimbra versus 190 em Aveiro), de exposições (55 vs 36) e de museus (9 de Coimbra e 3 em Aveiro).  “Não aceito que se compare se quer, a cultura em Aveiro não é comparável com Coimbra”, assegurou.

“Se calhar já estava escrito nas estrelas que Coimbra não podia passar e Aveiro tinha, que Coimbra seria preterida por critérios que nem sequer estavam previstos”, ironizou. “Podíamos ter feito mais e melhor, talvez não tenhamos trabalhado a retórica e o marketing”, referiu o presidente da Câmara, que refutou a maior parte das críticas do júri. 

José Manuel Silva realçou que o município vai transformar o “bid book” (livro de candidatura) num trajeto que vai orientar “a atividade cultural de Coimbra nos próximos anos”.

Durante a reunião de Câmara, também a vereadora do PS Carina Gomes, que no anterior executivo assumiu a pasta da cultura, subscreveu as palavras do presidente da Câmara. O vereador da CDU, Francisco Queirós, acompanhou a posição, reconhecendo o papel do grupo de trabalho e agradecendo aos muitos agentes que “contribuíram a diversos níveis para esta proposta e esta candidatura”, que foi rejeitada.

Veja o direto NDC com José Manuel Silva:

 

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