O documentário “Salatinas – Histórias da Velha Alta de Coimbra” será exibido pela primeira vez em sala no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), no próximo sábado, 10 de janeiro, às 21:30. A entrada é gratuita, mas requer reserva antecipada, dado o grande interesse gerado pela temática do filme.
Antes da exibição, o TAGV realiza hoje, 7 de janeiro, a Caminhada Salatina, que teve início às 18:30. O percurso, também gratuito e mediante inscrição, oferece aos participantes uma oportunidade única de explorar a Alta de Coimbra e reviver as histórias da comunidade Salatina, que marcou a cidade antes da transformação imposta pela criação da Cidade Universitária.
Os participantes terão a oportunidade de conhecer locais históricos da Alta, ouvir sons e ver imagens que trazem à tona a memória coletiva de uma comunidade de trabalhadores e moradores da cidade que coexistiam com a vida acadêmica, e ainda saborear um doce tradicional que marca a história da zona.
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O percurso inclui paragens em locais emblemáticos como o Largo Dom Dinis, o Jardim Botânico, a Rua Entre Colégios, o Largo da Porta Férrea e o Largo da Sé Nova, proporcionando uma verdadeira viagem sensorial que conecta o presente ao passado da cidade.
O documentário dos realizadores Filipa Queiroz, Rafael Vieira e Tiago Cerveira tem como objetivo dar voz a uma comunidade esquecida da história de Coimbra, a dos Salatinas, pessoas que nasceram e viveram na Alta de Coimbra, mas que foram forçadas a abandonar as suas casas na década de 1940 devido às demolições para a construção da Cidade Universitária.
Em entrevista ao Notícias de Coimbra, dois dos três realizadores explicaram a importância deste projeto, que não só documenta uma realidade histórica, mas também dá vida à memória coletiva da cidade através de uma abordagem sensorial e interativa.
Filipa Queiroz sublinhou a dimensão humana do documentário:
“Este trabalho fala de pessoas, mas também de poder, resistência, identidade e do preço do progresso. Queremos devolver a voz a uma comunidade que foi apagada da história.”, explicou.
“Vamos reconstruir, com a ajuda da imaginação das pessoas, aquilo que existia antes, tanto em termos de edificado como do tecido social. Queremos que as pessoas sintam a história no próprio lugar.”, complementou Rafael Vieira.
A estreia ao ar livre no Largo da Porta Férrea foi um grande sucesso, com mais de 600 pessoas na assistência, algo que superou as expectativas dos realizadores:
Com a Caminhada Salatina de hoje e a exibição no TAGV de sábado, a equipa do documentário espera envolver o público e despertar os sentidos de todos aqueles que querem reviver, entender e celebrar a memória da Velha Alta de Coimbra.
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