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Caixa Geral de Depósitos vai fechar agências no centro de Coimbra?

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Em comunicado enviado a Notícias de Coimbra, o Partido Comunista Português diz ter  “conhecimento que está previsto o encerramento, no final deste mês, de dois balcões da Caixa Geral de Depósitos no Concelho de Coimbra : o de Sá da Bandeira e o da Ferreira Borges”.

Recordamos que o banco público anunciou na segunda-feira que vai fechar cerca de 70 agências este ano.

Ao contrário do que aconteceu no ano passado, o banco liderado por Paulo Macedo não indica quais são exatamente as agências que vão fechar.

A CGD tinha 587 agências em Portugal no fim de 2017 e que quer chegar ao final deste ano com cerca de 517.

“A Caixa Geral de Depósitos é uma entidade pública, não se podendo comportar como uma entidade privada”, afirma o PCP.

Uma Caixa ao serviço do desenvolvimento no País, não pode apenas atender aos critérios do lucro, lembra.

A CGD tem obrigações sociais de apoio às populações e ao desenvolvimento económico dos locais onde se encontra instalada, lembram os comunistas.

“O PCP e a CDU vão intervir no sentido de denunciar esta situação, os prejuízos que acarreta”, estando já marcado para a próxima 4ª feira, pelas 13:00, uma acção de contacto com a população de Coimbra junto à agência da Ferreira Borges.

O fecho de agências foi negociado com Bruxelas como contrapartida da recapitalização do banco público feita em 2017, para que essa operação não fosse considerada ajuda de Estado.

No total, o Estado português acordou com a Comissão Europeia o fecho de 180 balcões em Portugal até 2020.

Tendo em conta que em 2017 fecharam 67 balcões e que este ano fecharão mais cerca de 70, a CGD terá ainda de fechar mais cerca de 40 agências nos próximos dois anos.

Além da reestruturação da estrutura física, a CGD quer reduzir também o número de trabalhadores.

Tal como no ano passado, a CGD tem este ano aberto um plano de rescisões por mútuo acordo e de reformas antecipadas.

Em 2017, saíram da CGD em Portugal 547 trabalhadores, tendo o banco público 8.321 trabalhadores em Portugal e já este ano, no primeiro trimestre, reduziu os funcionários em 250.

O objetivo da CGD é reduzir cerca de 2.000 pessoas entre 2017 e 2020.

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