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Bombeiros profissionais pedem aumentos salariais e subsídio de risco

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O Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais (SNBP) lamentaram hoje que estes profissionais continuem sem ser contemplados com uma atualização salarial e sem direito a subsídio de risco.

“Mais uma vez os bombeiros foram esquecidos nas valorizações remuneratórias anunciadas, no dia 14 de julho, no Conselho de Ministros, não sendo contemplados com nenhuma atualização salarial. No caso dos bombeiros, que pertencem ao Estado, aguardam desde 2002 a revisão do seu estatuto e respetiva tabela salarial”, refere o sindicato em comunicado.

O Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais sustenta que o “Governo esqueceu-se novamente” destes profissionais nos aumentos salariais”, tendo apenas legislado para as carreiras gerais ao referir-se ao decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros na quinta-feira que estabelece “as medidas de valorização da Administração Pública, em linha com o que estava previsto no Orçamento do Estado para 2022″.

Segundo o SNBP, um bombeiro sapador, no início de carreira, recebe 800 euros líquidos, como é o caso dos bombeiros da Força Especial da Proteção Civil (FEPC), que está destacada por todo o país no combate aos incêndios florestais.

O sindicato lamenta também que os bombeiros profissionais não recebam um subsídio de risco, defendendo que, no mínimo, deviam auferir 100 euros, tal como sucede com outras forças de segurança que desempenham também funções no combate aos incêndios.

O SNBP argumenta igualmente que apenas os comandantes dos corpos de bombeiros podem chegar aos três mil euros, mas que não são todos os casos.

Outro exemplo avançado por esta estrutura é o caso de um bombeiro no posto de subchefe de 1.ª classe, com 30 anos de carreira que aufere, uma média de 1200 euros, recebendo mais 60 a 80 euros por desempenhar uma função de comando.

“Esta é a realidade do estatuto que necessita urgentemente ser alterado. A carreira e a tabela salarial dos bombeiros sapadores não é revista desde 2002 e sem qualquer atualização salarial”, segundo o SNBP.

Relativamente aos bombeiros que prestam serviço nas associações humanitárias de bombeiros voluntários (AHBV), o sindicato dá conta que a referência salarial é o ordenado mínimo nacional e para os bombeiros que integram as Equipa de Intervenção Permanente (EIP) o vencimento é de 757 euros.

O sindicato frisa ainda que “todos os bombeiros portugueses são mal remunerados” e defende que devem receber um vencimento idêntico aos elementos da Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR), que no início de carreira têm um ordenado base de 809,13 euros.

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