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Coimbra

Avatares entram na corrida para a Câmara de Coimbra

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A eleição do próximo presidente da Câmara Municipal de Coimbra promete “dar que falar” com a virtual entrada em campanha de vários tipos de avatares!

José Diogo, o especialista em comunicação que não conseguiu eleger Pina Prata (em 2009) e nem chegou à maioria absoluta com Manuel Machado (em 2013 e 2017), já está “a trabalhar para a vitória” da coligação Juntos Somos Coimbra, confirmando-se a informação veiculada em março por Notícias de Coimbra.

A coligação “Juntos Somos Coimbra” é constituída pelo PSD, CDS-PP, Nós, Cidadãos, PPM, Volt, RIR e  Aliança, sendo liderada po José Manuel Silva, atual vereador eleito pelo movimento Somos Coimbra (SC).

Apesar da sua empresa Informacion Capital Consulting Lda (IC) ainda estar a negociar os valores finais do contrato (pediu 90 000€ mas aceitará 38 000) e de não ter estado presente na apresentação da coligação “Juntos Somos Coimbra”, onde o candidato “terá virado costas à Universidade” e apareceu ladeado de jovens com t-shitrs da Primark, José Diogo entra (mesmo) na campanha para derrotar Manuel Machado, com quem trabalhou nos últimos anos.

Notícias de Coimbra (NDC) confirmou junto de fontes da candidatura que este profissional “oferece”, através da sua Informacion Capital, a prestação de serviços de marketing político e gestão de comunicação à coligação de 7 partidos liderada por José Manuel Silva.

O NDC  tem uma cópia da proposta (de 40 páginas) que o “Grupo IC” – Informacion Capital Lda fez a José Manuel Silva e constata que poderá “valer tudo” nas redes sociais.

A IC começa por escrever que “na internet existem todas as notícias e todos boatos, toda a verdade e toda a mentira. Com as redes sociais perde-se a hegemonia do canal e os processos de gatekeeping deixam de existir: Os motores de busca, o maior de todos o “Google”, são os únicos editores dos conteúdos da rede.Muitas vezes “agradar” ao algoritmo é a única forma de distinguir o bem e o mal; é a única forma de criar uma barreira a acontecimentos e a comentários que são uma ameaça constante à reputação”.

A “criação e gestão de uma comunidade de Avatares para terem ação nas redes sociais e nos meios de comunicação digitais” é uma das apostas do spin doctor.

“O que faz um avatar. Como agem as personagens de ficção num mundo aparentemente real?”, a Informacion Capital responde: Comenta as referências e comentários negativos de forma inteligente, não se mostrando um elemento ao serviço; Cobre nas “time line” dos meios de comunicação social os comentários negativos com outros positivos ou neutros; Elogia os valores e as opções tomadas pela Candidatura e os seus líderes”.

Segundo a Wikipédia, um avatar é um cibercorpo inteiramente digital, uma figura gráfica de complexidade variada que empresta sua vida simulada para o transporte identificatório de cibernautas para dentro dos mundos paralelos do ciberespaço. O cibernauta pode incorporar uma ou mais dessas máscaras digitais para representá-lo em ambientes bi ou tridimensionais, encontrar outros avatares e comunicar-se com eles, além de teleportá-lo de sala a sala, controlar sua posição no quadro, fazê-lo dizer coisas e mesmo produzir efeitos de som e gestos animados pré-programados. Neste nível de imersão, o usuário produz uma multiplicação na sua identidade, uma hesitação entre presença e ausência, estar e não estar, ser e não ser, certeza e fingimento.

Assim, no âmbito dos “Avatares e desinformação”, a agência promete inventar “uma equipa de personagens que, sendo ficção, pertencem a redes no mundo digital compostas quase exclusivamente por pessoas reais”.

O plano prevê a criação de três tipos de perfis. O “Tipo A: Com mais de 5 anos de existência com história e track record. Pertencente a grupos reais onde interagem com gente real e são muito ativos na gestão das suas plataformas”. O  “TIPO B: Entre 2 e 5 anos de existência com atividade moderada mas pertencentes a redes reais e  o “TIPO C: Avatares “come and go”. Funcionam na deep web, criados para uma crise específica onde são utilizados para gestão de mentiras e insultos”. 

Se José Silva quiser, José Diogo promete contratar “opinion makers capazes de influenciar opinião junto do universo crítico com as suas publicações”, mas esse trabalho terá de ser pago à parte.

Os estrategas de comunicação da coligação Juntos Somos Coimbra acreditam numa vitória de José Manuel Silva por 7-4.

O atual executivo conta com 5 eleitos pelo PS, 3 pelo PSD (mas uma vereadora optou por ser independente), 2 pelo SC e 1 pela CDU.

Maló de Abreu é o diretor desta campanha e consta não descarta a possibilidade de voltar a ser cabeça de lista à Assembleia Municipal de Coimbra, órgão que liderou antes da “reencarnação” de Manuel Machado.

Recordamos que a forma como personalidades como Donald Trump e Jair Bolsonaro utilizaram as redes sociais para fins eleitorais tem sido questionada ao mais alto nível.

As sociedades Valor de Fundo, Informacion Capital e Longo Alcance, detidas por José Manuel Diogo e/ ou pelo seu (ex) sócio Luís Miguel Viana, faturaram mais de 400 mil euros à Câmara Municipal de Coimbra e foram contratados depois de terem estado envolvidos nas campanhas eleitorais que deram as vitórias (sem maioria absoluta) a Manuel Machado.

José Manuel Diogo terá sido descartado por Manuel Machado e já não será sócio de Luís Miguel Viana, mas, este último, ex-diretor de informação da Agência Lusa (nos tempos de José Sócrates), continua a cobrar, via empresa Longo Alcance, mais de 3000 euros por mês ao Município de Coimbra e deverá liderar a campanha de comunicação do socialista que luta pela sexta vitória.

Pelo menos duas empresas desta dupla foram contratadas por José Manuel Silva, quando este exercia funções de Bastonário da Ordem dos Médicos.

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