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ANMP propõe ao Governo definição de serviços mínimos por região e município

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 O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) propôs hoje, em Coimbra, que o Governo defina serviços mínimos obrigatórios em cada região e município.

A ANMP está “em crer que uma definição séria de serviços mínimos e indispensáveis obrigatórios em cada região e em cada município é uma medida favorável ao reforço de um país simétrico e coeso”, defendeu Manuel Machado, presidente da associação, aquando do discurso das comemorações dos 30 anos daquela associação.

Esta proposta faz com que “todos os portugueses se possam sentir iguais perante o Estado, tanto em deveres como em direitos”, afirmou.

Manuel Machado alertou para “o anunciado encerramento de 439 escolas, de 47 tribunais, de 50% das repartições de finanças existentes, depois de terem fechado estações de correios, centros de saúde” e de terem “desaparecido meios de transporte”.

“É a desertificação do país, fora dos grandes centros urbanos, que está em causa”, criticou o também presidente da Câmara de Coimbra, sublinhando que “estas decisões” poderão levar os cidadãos de concelhos desertificados a perguntarem “porque pagam impostos iguais aos dos cidadãos dos grandes centros urbanos”.

Manuel Machado falava no auditório da sede da ANMP, em Coimbra, após o descerrar de uma placa evocativa dos 30 anos da associação.

Depois do discurso, realizou-se um desfile etnográfico, com cerca de 40 grupos de todo o país, que se iniciou em frente à sede da ANMP e que termina na baixa da cidade.

A ANMP realiza ainda hoje uma reunião do conselho diretivo na Figueira da Foz, marcada para as 12:00, e uma homenagem aos anteriores presidentes do conselho diretivo, secretários-gerais e funcionários.

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