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Tribunais

Agride filha, ameaça mulher e morde GNR em Miranda do Corvo

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Um homem, de 51 anos, empresário, é acusado de agredir a filha, de 12, de ameaçar de morte a tia da criança, e de insultar e morder uma militar da GNR de Miranda do Corvo. O caso ocorreu na noite de Natal, em 2020, e vai agora ser julgado no Tribunal de Coimbra. 

O arguido está acusado de um crime de violência doméstica contra a filha e de vários crimes contra a tia: um de ameaça simples, um crime de ofensa à integridade física simples, um crime de ofensa à integridade física qualificada, na forma tentada, e dois crimes de ameaça agravada. É ainda suspeito de um crime de resistência e coação sobre militares e dois crimes de injúrias agravados.

A menina viveu com o pai até aos 8 anos, mas foi entregue aos cuidados de uma tia, no verão de 2020, mantendo o progenitor os contactos com a menor. No entanto, segundo a acusação a que o Notícias de Coimbra (NDC) teve acesso, o homem insultou e agrediu a criança em diferentes circunstâncias. Numa das vezes, no início de dezembro do ano passado, gritou com ela e agrediu-a num café, em Miranda do Corvo. Quando a tia veio em seu socorro também foi atacada. Nesse mesmo dia, o suspeito desferiu pontapés e murros na porta da casa habitada pela menor.

No dia seguinte, segundo o Ministério Público (MP), o arguido ameaçou de morte a tia da criança, dizendo que lhe cortava o pescoço com uma faca. O culminar desta situação de ameaças e violência ocorreu na madrugada de 24 de dezembro, quando o homem se dirigiu de novo à casa onde a criança e a tia habitam e com uma faca de cozinha desferiu vários golpes na porta, que tentou também arrombar com o objetivo, diz a acusação, de atentar contra a integridade física da mulher.

A GNR de Miranda do Corvo deslocou para o local dois militares, um do sexo masculino e outro feminino, que manietaram o arguido. O homem insultou-os e resistiu, pontapeando-os, empurrando-os e mordendo a mão da militar, descreve a acusação.

Foi detido, mas mesmo no posto da Guarda proferiu ameaças. “Vou matá-las a todas e só fica a minha filha!”, terá dito.

Segundo o MP, a menor vive “aterrorizada” com a conduta do pai, tendo “medo pela sua integridade e pela da sua tutora”. O suspeito revela uma personalidade  “violenta e impulsiva” e, já depois de decisão judicial contrária, foi impedido pela GNR de ir buscar a filha à escola.

O empresário está a aguardar o julgamento, que começa na próxima semana no Tribunal de Coimbra, com termo de identidade e residência e pulseira eletrónica. Está ainda impedido de contactar, por qualquer meio, com as vítimas e deve manter das mesmas e da sua residência uma distância de pelo menos 200 metros. Não pode comprar ou deter armas, nem aproximar-se da escola da menor e do local de trabalho da tia, estando ainda obrigado a tratamento psiquiátrico.

 

 

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