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Homem entra em pânico e foge após atropelamento mortal na avenida Fernão de Magalhães (com vídeo)

António Alves | 11 meses atrás em 21-03-2023

Homem de 30 anos, morador no concelho de Coimbra, reconheceu esta manhã de terça-feira no Tribunal de Coimbra a maioria dos factos ocorridos na madrugada de 4 de outubro de 2019. Nesse dia, atropelou um peão na avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra, causando-lhe a morte.

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Ouvido pelo coletivo de juízes, o arguido referiu que aquela era para ter sido uma noite de festa – pois tinha acabado de saber que ia ser pai -, acabou da pior maneira. Ao tribunal, o homem acusado de homicídio qualificado, entre outros crimes, confirmou que jantou com o irmão para festejar aquela informação, tendo bebido demasiado.

Depois, e porque na altura era consumidor de estupefacientes, decidiu ir até à zona da Loja do Cidadão (Via Central). Ali, e já na companhia de uma mulher, consumiu cocaína. Ao aperceber-se da presença de elementos da PSP na zona, e para evitar que eles viessem ter com ele e com a companheira, arrancou com alguma velocidade em direção à Avenida Fernão de Magalhães.

O objetivo era ir para casa onde pretendia continuar a consumir estupefacientes, mas ao passar na rotunda da Segurança Social (a meio da avenida Fernão de Magalhães), embateu numa pessoa com o lado direito da viatura tendo esta sido projetada contra o pára-brisas do veículo e caído no chão. O homem disse que ainda tentou desviar-se da vítima, mas tal foi impossível.

Questionado sobre as razões que levaram a que não tivesse parado o veículo após o acidente, o arguido reconheceu que não pensou da forma correta, optando por continuar em alta velocidade até casa. “Estava alterado devido ao facto de ter consumido álcool e estupefacientes”, confessou, acabando por se mostrar arrependido da situação que levou à morte deste homem.

Sobre os pedidos feito pela companheira de viagem para sair da viatura após o atropelamento, o arguido afirmou inicialmente que não se recordava, mas posteriormente acabou por confirmar que ela lhe terá feito esse pedido mas a opção tomada foi fugir do local onde atropelou a vítima. 

Em relação à perseguição feita por elementos da PSP e da GNR, disse que não se apercebeu de nada na avenida Fernão de Magalhães, reconhecendo depois ao procurador que reparou na presença de viaturas policiais na Estrada do Campo. Foi já em casa que tomou conhecimento do falecimento do senhor.

Após estas declarações, o procurador solicitou ao coletivo para se ouvirem as declarações feitas pelo arguido em sede de inquérito. Recorde-se que o arguido está acusado da prática de um crime de homicídio qualificado, um crime de condução perigosa e um crime de sequestro.

Direto NDC no Tribunal de Coimbra

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