O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou hoje o Governo de incapacidade para responder a questões estratégicas, por ainda não ter revisto o Conceito Estratégico de Defesa Nacional, que os socialistas aprovaram em 2023.
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“Depois de dois anos de Governo, o ministro da Defesa vem acusar o ministro dos Negócios Estrangeiros, a dizer que está à espera há oito meses pelos contributos para que essa revisão possa ficar concluída. Julgo que está tudo dito sobre a incapacidade deste Governo para responder às questões estratégicas fundamentais”, afirmou José Luís Carneiro.
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O secretário-geral do PS falava na Praia da Vitória, nos Açores, na sessão de encerramento da Academia Novo Futuro, organizada pelo Partido Socialista e pela Juventude Socialista nos Açores.
Carneiro lembrou que o ministro da Defesa, Nuno Melo, disse, na quinta-feira, numa audição na Comissão de Defesa Nacional da Assembleia da República, que estava há vários meses à espera do contributo do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, para poder fechar o Conceito Estratégico de Defesa Nacional.
O dirigente socialista realçou, no entanto, que o PS tinha deixado o Conceito Estratégico de Defesa Nacional aprovado em Conselho de Ministros, em 2023, necessitando apenas de aprovação na Assembleia da República para produzir efeitos.
Para José Luís Carneiro, este atraso na revisão do conceito é um sinal de “desvalorização da dimensão estratégica dos Açores”, que descreveu como “um dos pilares fundamentais para a reafirmação dos compromissos atlânticos de Portugal e para as garantias de defesa e de segurança coletiva”.
“Quando ainda há dias tínhamos de tomar uma decisão difícil acerca da função estratégica da base das Lajes e dos Açores, num conflito que está a ter impactos globais, seria de esperar que o Conceito Estratégico de Defesa Nacional estivesse pronto, aprovado e fosse um instrumento de valorização devida desta posição geoestratégica e geopolítica dos Açores”, vincou.
“Mais uma vez, o Governo, ao tomar estas decisões de atraso, de bloqueio, de incapacidade, limita o potencial da afirmação das regiões dos Açores e da Madeira”, acrescentou.
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