Vamos

Programação cultural em Seia para desmistificar Serra da Estrela como local periférico

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 05-03-2026

 O novo diretor artístico e de programação da Casa Municipal da Cultura de Seia, Filipe Metelo, disse hoje pretender continuar a criar hábitos culturais e a “desmistificar a ideia de que a serra [da Estrela] é um local periférico”.

PUBLICIDADE

“A interioridade é uma barreira mental, mais do que física. A Casa Municipal da Cultura de Seia quer contribuir para criar hábitos culturais, para desenvolver pensamento crítico e tem uma ambição clara: a de desmistificar a ideia de que a serra é um local periférico”, referiu Filipe Metelo, através de um comunicado enviado à agência Lusa.

PUBLICIDADE

Natural de Valezim, no concelho de Seia, o responsável iniciou funções com a nova temporada da sala de espetáculos da cidade, cuja programação contempla uma oferta “variada e pensada para todas as faixas etárias”.

Até julho, a Casa Municipal da Cultura de Seia vai também apostar na diversidade de linguagens artísticas, “em especial nas artes performativas, nas instalações temporárias e na construção de um serviço educativo que convoque escolas, famílias e comunidade para uma relação contínua com a cultura”.

Entre os destaques do cartaz dos próximos cinco meses está o espetáculo “BURN BURN BURN”, da companhia Os Possessos (18 de abril) – que na semana seguinte sobe ao palco da Culturgest, o concerto de A Garota Não (02 de maio) e a peça de teatro “Soprar para Ver”, da companhia Amarelo Silvestre (08 de abril), um espetáculo para toda a família.

Já o Seia Jazz & Blues está de regresso à Casa Municipal da Cultura após ter sido realizado no CISE (Centro de Interpretação da Serra da Estrela) nos últimos anos.

O festival vai decorrer de 22 a 24 de maio com os concertos do vibrafonista Duarte Ventura, da nova voz da soul cabo-verdiana Zubikilla Spencer e do compositor e baixista André Carvalho.

A Casa Municipal da Cultura de Seia, no distrito da Guarda, vai também reforçar a aposta nas sessões de cinema de expressão lusófona e independente, em colaboração com a Associação de Arte e Imagem de Seia, “numa altura em que são cada vez menos as salas de cinema no país”, realçou a Câmara de Seia, no mesmo comunicado.

Também a criação contemporânea vai ter destaque na programação e a primeira proposta acontece já no domingo (15:30), com atuação da Orquestra Eletroacústica, do Projeto DME, em colaboração com a Orquestra Ligeira de Gouveia, sob a direção do maestro Hélder Abreu.

O programa do concerto explora “ruturas e continuidades estéticas entre obras de diferentes períodos, conciliando linguagens contemporâneas com repertórios canonizados”.

A orquestra vai interpretar, nomeadamente, a Serenata para Cordas de Tchaikovsky, uma peça para vibrafone e eletrónica de Hélder Abreu, com Diogo Marques no vibrafone, e, em estreia nacional, uma obra para orquestra de cordas, percussão e eletrónica do compositor mexicano Juan Manuel López Garcia.

“A Casa Municipal da Cultura de Seia quer continuar a afirmar-se como espaço de encontro, experimentação e futuro, onde pensar e criar passam a ser verbos do quotidiano”.

A instalação ‘Sofá em Mi Maior’, com peças sonoras para ouvir no sofá, criada pela Amarelo Silvestre/Lígia Soares, está patente nos foyers do cineteatro e do auditório do espaço cultural de Seia até dia 22.

PUBLICIDADE