Os alunos do Agrupamento de Escolas Gândara Mar (AEGM), na Tocha, realizaram esta segunda-feira, 19 de janeiro, um protesto contra a decisão da direção da escola de proibir o estacionamento de motas no interior do recinto escolar.
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Ao Notícias de Coimbra, através de email, os estudantes explicam que a medida tomada gerou forte descontentamento entre quem utiliza este meio de transporte diariamente. “A direção da escola proibiu o estacionamento de motas no interior do recinto, sem apresentar alternativas viáveis”, referem.
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Como forma de contestação, decidiram agir de forma simbólica. “Reunimos cerca de 15 motas e estacionámos à entrada da escola, ocupando o espaço habitual de acesso”, relatam os estudantes, acrescentando que a iniciativa teve impacto direto na rotina da comunidade escolar. “Esta ação obrigou o corpo docente a estacionar fora das imediações da escola”, sublinham.
“Só queremos que nos deixem estacionar num espaço seguro, como sempre aconteceu, ou que apresentem uma solução alternativa”, escrevem.
Em resposta ao nosso jornal, a direção do agrupamento esclarece que foram adotadas várias medidas com o objetivo de garantir condições de segurança aos alunos que utilizam motociclos. Entre essas medidas, destaca-se a criação de um espaço coberto para estacionamento de motos, posteriormente ampliado para dar resposta ao aumento do número de veículos, bem como a autorização para a abertura de um portão específico, permitindo a saída em segurança sem necessidade de passagem pela cancela principal.
Segundo a direção, estas soluções permitiram assegurar que os alunos pudessem estacionar dentro do recinto escolar em condições de segurança. Em contrapartida, foi apenas imposta uma regra: a entrada, permanência e saída das motos no espaço escolar deveriam ser feitas com os motores desligados.
“Apesar dos avisos, verificou-se uma reiterada falta de cumprimento dessa regra, agravada na passada quarta-feira, com o facto de não só todos os alunos terem ligado as motos dentro da escola como permaneceram a acelerar nos 10 minutos que antecederam a saída, 13:05 às 13:15, tendo saído sem qualquer cuidado para com as pessoas que estavam do lado de fora da escola.”, explicam.
Perante estas circunstâncias, e estando em causa a segurança da comunidade escolar, “foi proibido o estacionamento de motos de alunos dentro do espaço escolar, uma vez que, como escola e como espaço de formação, os alunos têm de saber que têm direitos mas que também têm deveres. E além disso, têm de saber que os seus direitos só chegam até ao ponto de não colocar em causa os direitos dos outros. Mais, estacionar dentro da escola nem sequer é um direito.”
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