Coimbra

Presidenciais: André Pestana defende participação no ato eleitoral

Notícias de Coimbra com Lusa | 50 minutos atrás em 18-01-2026

 O candidato presidencial André Pestana salientou hoje, após votar em Coimbra, que o importante é a participação dos portugueses nas eleições, independentemente das suas escolhas.

“Acho que é importante que os portugueses participem neste ato cívico, que é crucial, e peço, em particular, à juventude, aos trabalhadores, aos reformados que estão fartos de um país a duas velocidades”, afirmou André Pestana.

O candidato falava aos jornalistas, na Escola Secundária Avelar Brotero, depois de ter exercido o seu direito de voto, poucos minutos depois das 11:30.

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Questionado sobre se a campanha foi suficientemente mobilizadora, André Pestana disse que foi “desconsiderado e descriminado relativamente aos outros candidatos”, referindo os 28 debates realizados e inúmeras entrevistas.

“Da pouca vez que pude participar, (…) acho que, modéstia à parte, demonstrei que falei de coisas que mais ninguém tinha falado e tenho recebido os parabéns de pessoas pela coragem e por ter colocado o dedo na ferida, apesar de ter tido, na prática, pouquíssimos minutos quando os outros candidatos, os oito chamados principais, tinham já quase duas horas de avanço, cada um, nos outros 28 debates”, referiu.

“São as regras do sistema. É o que temos, mas acho também que as pessoas começam a ver que, de facto, há quem diga algo diferente, e agora, obviamente, respeitar a decisão dos portugueses e das portuguesas”, acrescentou.

André Pestana referiu ainda esperar uma mobilização dos portugueses, porque a realidade demonstra que as diferenças sociais estão a aumentar em Portugal.

“Tentei dar esse contributo, agora, obviamente, as pessoas têm que refletir e fazer as comparações dentro do que é possível e, obviamente, o importante é que as pessoas votem, independentemente das suas escolhas”, indicou.

Questionado sobre o boletim de voto que inclui três candidaturas rejeitadas, André Pestana considerou que a situação “não abona” a favor da democracia, porque “é mais um contributo para a confusão”.

“Acho que era necessário haver a maior clareza possível e, nomeadamente, a nível dos debates, direito igual para todos, para os 11 e, depois, obviamente, no boletim de voto, nunca poderiam estar quem não cumpriu os requisitos legais. Acho que só contribui para a confusão, mas é o que temos”, assinalou.

André Pestana indicou que vai passar o resto do dia com a família e que à noite estará com alguns apoiantes.

Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos, sendo 11 os candidatos aceites, um número recorde.

Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.

No boletim de voto constam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.

As assembleias de voto para as eleições presidenciais abriram às 08:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira, encerrando às 19:00.

Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.

Para o sufrágio de hoje estão inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.

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