Os preços das casas para arrendar em Portugal aumentaram 0,9% em dezembro, face ao mesmo mês do ano anterior, refletindo um crescimento moderado do mercado de arrendamento. Segundo o índice de preços do idealista, arrendar casa tinha um custo de 16,4 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de dezembro, tendo em conta o valor mediano.
O preço das casas para arrendar aumentou na maioria das capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, tendo-se verificado apenas uma descida no Porto (-1,4%) ao longo do último ano. Entre as cidades com maiores subidas anuais destacam-se Ponta Delgada (22,6%), Viana do Castelo (12,3%) e Leiria (12%). Seguem-se Setúbal (7,6%), Viseu (7,4%) e Funchal (6%). Também se registaram aumentos em Coimbra e Braga (ambas com 4%), Santarém (3,6%), Bragança (3,3%) e Aveiro (3%). As subidas foram mais moderadas em Évora (1,7%) e Lisboa (1,2%).
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Lisboa mantém-se como a cidade mais cara para arrendar casa, com 22,1 euros/m2, seguida do Porto (17,4 euros/m2) e do Funchal (16,2 euros/m2). Logo depois surgem Setúbal (13,5 euros/m2), Coimbra (11,9 euros/m2), Ponta Delgada e Évora (ambas com 11,8 euros/m2) e Aveiro (11,5 euros/m2). No segmento intermédio encontram-se Braga (10,1 euros/m2), Viana do Castelo (9,5 euros/m2), Leiria (8,9 euros/m2) e Santarém (8,7 euros/m2). As capitais mais económicas continuam a ser Viseu (7,8 euros/m2) e Bragança (6,2 euros/m2).
Dos 20 distritos e ilhas analisadas, os preços das casas para arrendar subiram em 17 e desceram em três: Guarda (-5,9%), Beja (-1%) e Porto (-0,9%). As maiores subidas anuais registaram-se na ilha de São Miguel (22,1%) e em Viana do Castelo (12,1%). Seguem-se Castelo Branco (9,3%), Braga (8,9%), Coimbra (7,6%), Setúbal (5,8%), Faro (5,6%), Viseu (5,3%) e Aveiro (5%). Também se observaram aumentos em Bragança (3,6%), Portalegre (3,3%), Leiria (2,8%), Santarém (2,4%), ilha da Madeira (2,3%), Vila Real (2,2%), Évora (1,9%) e Lisboa (1,1%).
No ranking dos distritos e ilhas mais caros para arrendar casa, Lisboa lidera, com 20,2 euros/m2, seguida do Porto (15,5 euros/m2) e da ilha da Madeira (15,5 euros/m2). Logo depois surgem Faro (15,1 euros/m2) e Setúbal (14,2 euros/m2). Com valores de arrendamento habitacional acima dos 10 euros/m2 estão ainda a ilha de São Miguel (11,9 euros/m2), Coimbra (11,2 euros/m2) e Évora (11,1 euros/m2). Braga (10,3 euros/m2) e Aveiro e Beja (ambos com 10,1 euros/m2) completam este grupo. Seguem-se Leiria (9,8 euros/m2) e Viana do Castelo (9,4 euros/m2). Entre os mercados mais acessíveis encontram-se Bragança (5,7 euros/m2) e Guarda (6,4 euros/m2), seguidos por Portalegre (7,1 euros/m2), Vila Real (7,6 euros/m2), Viseu (7,7 euros/m2), Castelo Branco (8 euros/m2) e Santarém (8,4 euros/m2).
Os preços das casas para arrendar subiram em seis das sete regiões portuguesas, tendo-se registado apenas uma descida no Norte (-1,1%) ao longo do último ano. A maior subida anual foi observada na Região Autónoma dos Açores (17,9%), destacando-se de forma expressiva face às restantes regiões. Seguem-se o Algarve (5,6%), o Centro (5,3%) e o Alentejo (2,7%). Também se registaram aumentos mais moderados na Região Autónoma da Madeira (2,2%) e na Área Metropolitana de Lisboa (1,4%).
A Área Metropolitana de Lisboa mantém-se como a região mais cara do país para arrendar casa, com 19,6 euros/m2, seguida da Região Autónoma da Madeira (15,5 euros/m2) e do Algarve (15,1 euros/m2). Logo depois surgem o Norte (14,1 euros/m2) e a Região Autónoma dos Açores (10,9 euros/m2). Com valores mais acessíveis encontram-se o Alentejo (10,8 euros/m2) e o Centro (9,9 euros/m2), que continua a ser a região mais económica para arrendar casa em Portugal.
Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.
Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.
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