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Vodafone reativa rede móvel em 58 concelhos. Mas 3 têm serviço degradado

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 02-02-2026

 A Vodafone reativou a rede móvel nos 58 concelhos inicialmente afetados pelo mau tempo, mas em Oleiros, Ferreira do Zêzere e Vila do Rei o serviço mantém um grau de degradação elevado, sintetizou hoje à Lusa fonte oficial.

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“Na sequência destes esforços (que incluem soluções de emergência para cobertura de locais estratégicos), já foi possível reativar a rede móvel em todos os 58 concelhos inicialmente afetados, ainda que, em alguns casos, de forma parcial e sujeita a instabilidade. Em três desses concelhos – Oleiros, Ferreira do Zêzere e Vila de Rei – o serviço ainda apresenta um grau de degradação elevado”, ilustrou a mesma fonte.

A Vodafone Portugal asseverou que “continua empenhada na total recuperação dos seus serviços interrompidos pela depressão Kristin” e que todas as suas equipas técnicas e de parceiros “estão envolvidas nessa reposição, pese embora as dificuldades no terreno”.

Fonte oficial da operadora acrescentou que continua a ser feito o restabelecimento do serviço fixo nas zonas afetadas, “muito dependente, por exemplo, da reparação de cortes de fibra”.

Todos estes “são trabalhos muito exigentes e com algum grau de incerteza, pois dependem de múltiplos fatores – não só do acesso e recuperação das estruturas destruídas, como da disponibilidade e consistência do fornecimento de energia elétrica”, apontou.

A Vodafone “renova a garantia do seu empenho na rápida reposição dos seus serviços, manifestando a sua solidariedade com todos os afetados e agradecendo a compreensão e confiança dos seus clientes”.

Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo: a Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.