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Vladimir Putin não foi à cimeira do G20 por razões de agenda

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 anos atrás em 11-11-2022

A Rússia justificou hoje a ausência do Presidente Vladimir Putin da cimeira do G20, na Indonésia, com razões de agenda e a necessidade de permanecer no país.

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“A decisão foi tomada pessoalmente pelo chefe de Estado, está ligada à sua agenda e à necessidade de ele estar na Rússia”, disse o porta-voz do Kremlin (Presidência), Dmitri Peskov, citado pela agência francesa AFP.

Peskov disse que Putin também não tem planos para enviar uma mensagem aos participantes do G20 por videoconferência.

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O Kremlin anunciou, na quinta-feira, que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, chefia a delegação de Moscovo à cimeira na ilha indonésia de Bali.

Lavrov também participará na cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), no Camboja, este fim de semana.

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O anúncio da ausência de Putin pôs fim a meses de incerteza sobre se iria participar na cimeira do grupo das economias mais desenvolvidas (G20), organizada pela Indonésia, na terça e na quarta-feira (15 e 16 de novembro).

A ausência de Putin do mais importante encontro de líderes mundiais desde o início da pandemia de covid-19, em 2020, ilustra o isolamento crescente de Moscovo na cena internacional devido à invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano, segundo a AFP.

A Rússia anunciou hoje que terminou a operação de retirada das suas tropas da região ucraniana de Kherson (sul), que Moscovo anexou em 30 de setembro, juntamente com Zaporijia (sudeste) e Donetsk e Lugansk, no Donbass (leste).

A anexação das quatro regiões, que correspondem a 18 por cento do território da Ucrânia, não foi reconhecida por Kiev nem pela generalidade da comunidade internacional.

A Rússia já tinha anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.

As tropas russas ocupavam Kherson desde março, e a retirada seguiu-se a uma contraofensiva ucraniana depois de ter recebido armamento dos seus aliados ocidentais.

O anúncio da retirada russa foi saudado pelo chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, que participa na cimeira da ASEAN em Phnom Penh.

“A Ucrânia está em vias de alcançar uma outra importante vitória neste momento. Não importa o que a Rússia diga ou faça. A Ucrânia vai ganhar”, disse Kuleba na rede social Twitter.

Mesmo assim, o porta-voz do Kremlin disse hoje que a região de Kherson continua a fazer parte da Rússia.

“É um assunto da Federação Russa. Não pode haver mudança”, disse Peskov.

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