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Coimbra

Vila Galé mantém aberto hotel de Coimbra e fecha 17 unidades em Portugal 

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O Grupo Vila Galé vai manter, dada a conjuntura provocada pela covid-19, apenas 10 dos seus 27 hotéis em Portugal abertos no outono, aproveitando para realizar trabalhos de melhoria e renovações, bem como dar formação aos colaboradores.

“Neste outono, a Vila Galé vai manter abertos dez hotéis em Portugal, assegurando, assim, a presença da marca em todas as regiões do país”, refere o grupo numa resposta escrita enviada à Lusa.

Atualmente estão a funcionar os hotéis do Grupo Vila Galé em Lamego, Braga, Porto (o da Ribeira), Serra da Estrela, Coimbra, Lisboa, Évora, Alter do Chão, Vilamoura e o Santa Cruz na Madeira.

“Nas restantes unidades, aproveitaremos o momento para efetuar trabalhos de melhoria e renovações e reforçar os processos de formação dos colaboradores”, acrescenta a empresa.

A hotelaria, assim como todas as empresas ligadas ao turismo, são dos setores mais penalizados pela pandemia.

Em 11 de outubro, e com o aproximar da época baixa para o turismo, questionada pela Lusa, a presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Cristina Siza Vieira, admitiu que havia alguns grupos hoteleiros que já tinham sinalizado a intenção de fechar algumas unidades devido à falta de procura.

Segundo uma estimativa rápida divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em 29 de outubro, a atividade turística não terá recuperado em setembro, tendo registado 1,4 milhões de hóspedes e 3,6 milhões de dormidas, o que corresponde a quedas de 52,2% e 53,4%, respetivamente.

Segundo a Estimativa rápida da atividade turística em setembro de 2020, “o setor do alojamento turístico deverá ter registado 1,4 milhões de hóspedes e 3,6 milhões de dormidas, o que corresponde a variações de -52,2% e -53,4%, respetivamente”, depois de em agosto as quedas terem sido de 3,2% e 47,1%, pela mesma ordem.

Estima-se também que as dormidas de residentes tenham diminuído 8,5% (queda de 2,1% em agosto) e que as de não residentes tenham caído 71,9% (queda de 72,0% no mês anterior).

Em setembro, 24,3% dos estabelecimentos de alojamento turístico terão estado encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (21,2% em agosto).

Quanto às dormidas de residentes, o INE estima que tenham diminuído 8,5%, depois de uma queda de 2,1% em agosto, fixando-se em dois milhões, o que representa 57,2% do total.

Já as dormidas de não residentes terão decrescido 71,9% (-72,0% no mês anterior), situando-se em 1,5 milhões.

Os hóspedes residentes terão sido 890,3 mil, o que se traduz numa queda de 15,1% (menos 4,6% em agosto) e os hóspedes não residentes terão atingido um total de 492,7 mil, recuando 73,3% (menos 70,1% no mês anterior).

A autoridade estatística sublinha que a fonte utilizada para o estudo foi o Inquérito à Permanência de Hóspedes na Hotelaria e outros Alojamentos e que os resultados apresentados poderão ser revistos, uma vez que a informação primária ainda não foi totalmente recolhida.

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