No dia da segunda volta das eleições presidenciais, a apresentadora Catarina Furtado recorreu às redes sociais para partilhar um vídeo em que apelava ao exercício do voto.
“Todo o vosso silêncio será cumplicidade. De um lado, temos a possibilidade de votar na democracia, um sistema que, em princípio, nos protege a todos e a todas. Do outro lado, a ameaça a essa democracia e que com toda a certeza nos irá prejudicar a todos e a todas”, afirmou a apresentadora.
Contudo, este vídeo levou à apresentação de 75 queixas contra Catarina Furtado à Comissão Nacional de Eleições (CNE), noticiou a SIC Notícias. Entre estas, uma foi apresentada pela candidatura de André Ventura, que acabou por perder a corrida a Belém para António José Seguro, enquanto as restantes 74 partiram de cidadãos.
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A SIC Notícias recorda que a apresentadora acabou por remover o vídeo depois de um pedido da CNE, explicando que a sua “única intenção foi incentivar o exercício do direito de voto, num apelo contra a abstenção, pretendendo apenas promover a participação cívica”.
Apesar desta explicação, a CNE decidiu remeter o caso para o Ministério Público, por considerar que a atitude de Catarina Furtado poderá “configurar propaganda” no dia da eleição, tendo ainda em conta que “é do conhecimento público” o apoio da comunicadora à candidatura de António José Seguro.