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Vice-Presidente do Maláui morre em acidente com avião militar

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 semana atrás em 11-06-2024

O vice-Presidente do Maláui, Saulos Chilima, de 51 anos, e outras nove pessoas, que viajavam num avião militar desaparecido desde ontem, morreram, informou hoje o Presidente do país.

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O Presidente Lazarus Chakwera anunciou, num discurso transmitido em direto na televisão estatal, que os destroços do pequeno avião militar, que se despenhou devido ao mau tempo numa região montanhosa no norte do país, tinham sido localizados após uma busca de mais de um dia em florestas densas e terrenos montanhosos perto da cidade de Mzuzu.

Chakwera disse que os destroços foram encontrados perto de uma colina, que o avião tinha sido “completamente destruído” e que todas as pessoas a bordo tinham morrido com o impacto, informações que lhe foram transmitidas pelo chefe das forças armadas.

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“As palavras não podem descrever o quão doloroso isto é e eu só posso imaginar quanta dor e angústia todos vocês devem estar a sentir neste momento, bem como quanta dor e angústia todos vocês vão sentir nos próximos dias e semanas enquanto lamentamos esta terrível perda”, disse Chakwera.

Chakwera disse que Chilima era “um bom homem, um pai e marido dedicado, um cidadão patriota que serviu o seu país com distinção e um formidável vice-presidente”.

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A ex-primeira dama Shanil Dzimbiri, ex-mulher do ex-presidente Bakili Muluzi, também estava no avião, disse o Presidente. A bordo estavam sete passageiros e três tripulantes militares.

O grupo deslocava-se a Mzuzu para assistir ao funeral de um antigo ministro do Governo. Chilima tinha acabado de regressar de uma visita oficial à Coreia do Sul no domingo.

Centenas de soldados, agentes da polícia e guardas florestais procuravam o avião desde que desapareceu na segunda-feira de manhã, quando fazia o voo de 45 minutos da capital do país, Lilongwe, para Mzuzu, cerca de 370 quilómetros a norte.

Os controladores de tráfego aéreo disseram aos pilotos do avião para não tentarem aterrar no aeroporto de Mzuzu devido ao mau tempo e à fraca visibilidade e pediram-lhe para regressar a Lilongwe, disse Chakwera num discurso na noite de segunda-feira. Os controladores aéreos perderam então o contacto com o avião e este desapareceu dos radares, acrescentou.

Segundo as autoridades, cerca de 600 pessoas estiveram envolvidas nas buscas numa vasta plantação florestal nas montanhas Viphya, perto de Mzuzu, incluindo cerca de 300 polícias, 200 soldados e guardas florestais locais.

Chilima estava a cumprir o seu segundo mandato como vice-Presidente. Esteve também no cargo entre 2014 e 2019, durante o mandato do antigo Presidente Peter Mutharika. Foi candidato às eleições presidenciais de 2019 e terminou em terceiro lugar, atrás de Mutharika e de Chakwera. A votação foi posteriormente anulada pelo Tribunal Constitucional do Maláui devido a irregularidades.

Chilima juntou-se então à campanha de Chakwera numa histórica repetição das eleições, em 2020, quando Chakwera foi eleito presidente. Foi a primeira vez em África que um resultado eleitoral anulado por um tribunal resultou na derrota do presidente em exercício.

A busca do avião durou mais de 24 horas e provocou uma reação internacional. Chakwera disse que os EUA, o Reino Unido, a Noruega e Israel tinham oferecido assistência na operação de busca e tinham fornecido “tecnologias especializadas”.

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