Portugal

Vernizes proibidos deixam manicures à beira da falência

Notícias de Coimbra | 30 minutos atrás em 31-08-2025

Esteticistas, manicures e responsáveis de salões de beleza de todo o País estão em alerta com a entrada em vigor, já esta segunda-feira, 1 de setembro, da proibição de venda e utilização de produtos que contenham Óxido de Difenil (TPO), substância presente em diversos vernizes e cosméticos para unhas.

A medida, preparada desde 2024 pela União Europeia, só foi comunicada aos profissionais portugueses em julho, através de uma nota do Infarmed. O curto prazo para adaptação está a gerar indignação no setor.

“Tivemos apenas dois meses para nos prepararmos. Tenho mais de 1 200 euros em vernizes que agora vou ter de deitar fora. Há colegas que enfrentam prejuízos de dezenas de milhares de euros”, lamenta, ao Correio da Manhã, Cristina Ferreira, proprietária de um salão em Seia.

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Também Anita Florczak, esteticista e formadora na Maia, defende mais tempo de transição: “Não estamos contra a proibição, mas deveria ser dado um prazo para o uso dos produtos já comprados. Não faz sentido que algo legal até 31 de agosto seja ilegal a 1 de setembro.”

O jornal contactou o Infarmed, mas não obteve esclarecimentos sobre a possibilidade de flexibilizar o prazo de utilização.

O TPO foi incluído na lista europeia de substâncias Cancerígenas, Mutagénicas ou Tóxicas para a Reprodução, após estudos sugerirem risco de infertilidade em caso de ingestão.

“Nenhum verniz tem percentagem suficiente de TPO para ser nociva, e ninguém vai injetar ou ingerir o produto”, afirmou ao matutino Ana Fragoso, esteticista em Évora, que analisou o estudo em causa e considera a medida desproporcional.

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