Região

Vento arrasta viatura da Cruz Vermelha na Figueira da Foz

Notícias de Coimbra | 1 hora atrás em 28-01-2026

A Cruz Vermelha Portuguesa está no terreno, na Figueira da Foz, a prestar apoio logístico e social no rescaldo da passagem da tempestade Kristin pelo concelho.

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Num dos postos de atendimento montados para o pós-tempestade, Bruno Gomes, coordenador local de emergência, explicou que “o papel da Cruz Vermelha é um papel de intervenção mais a nível do Sistema Integrado de Emergência Médica, onde tínhamos uma ambulância disponível 24 horas”, acrescentando que “foi garantido um segundo meio, em articulação com o Serviço Municipal de Proteção Civil, para termos uma resposta mais robusta”.

Para além dos meios de socorro, estiveram também no local dois elementos de coordenação e várias equipas em prevenção. Apesar da violência do mau tempo, Bruno Gomes sublinhou que a noite acabou por ser relativamente tranquila em termos de ocorrências médicas: “Felizmente não foi necessário acionar todos esses meios. Até às seis da manhã não tivemos qualquer ocorrência”, referiu, explicando que a partir dessa hora as equipas passaram a apoiar os trabalhos na via pública após o período mais crítico da tempestade.

A intensidade do vento fez-se sentir também nas próprias instalações da Cruz Vermelha. Segundo o responsável, “preposicionámos uma viatura mais pesada para tentar que não houvesse estragos no edifício”, mas “com a força do vento a viatura conseguiu andar cerca de 50 centímetros para o lado”, numa situação que acabou por evidenciar “a força com que estávamos a lidar”.

Já o presidente da delegação da Cruz Vermelha da Figueira da Foz, Francisco Leitão, garantiu que a instituição está preparada para apoiar a população mais afetada: “Na reunião de preparação da Proteção Civil Municipal já tínhamos disponibilizado as áreas desta sede para eventuais deslocações de população”, afirmou, acrescentando que estão disponíveis “roupa, cobertores e um conjunto de bens logísticos para dar resposta às necessidades”.

Segundo Francisco Leitão, algumas respostas já começaram a ser acionadas: “já vieram aqui pessoas indicadas pela Câmara Municipal para buscar refeições e roupa, que foram as necessidades identificadas até ao momento”, revelou.

O responsável destacou ainda que a Cruz Vermelha desenvolve um trabalho contínuo no concelho, muitas vezes menos visível: “As ambulâncias são a face mais visível, mas temos ação social, centro comunitário, distribuição de roupa, refeitório social, uma casa de refugiados e uma casa-abrigo para vítimas de violência doméstica”, explicou, sublinhando que ambas as respostas residenciais apresentam uma taxa de ocupação elevada.

No balanço final, a Cruz Vermelha sublinha a resiliência da população da Figueira da Foz e garante que continuará no terreno, em articulação com as restantes entidades, a acompanhar a evolução da situação e a prestar apoio no seguimento da tempestade Kristin.