O PCP acusou hoje o Governo português de tentar legitimar as ações norte-americanas na Venezuela e condenou o que considera ser uma tentativa do Presidente norte-americano, Donald Trump, de “impor um governo fantoche” no país.
“O PCP denuncia o deplorável posicionamento assumido pelo Governo português, que não só não condena a agressão dos Estados Unidos (EUA) à República Bolivariana da Venezuela e sequestro do seu Presidente, Nicolás Maduro, como vergonhosamente tenta legitimá-la, tornando-se cúmplice desta flagrante violação do direito internacional”, afirmou o Partido Comunista Português em comunicado.
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Os comunistas portugueses consideram que defender os interesses e a segurança da comunidade portuguesa na Venezuela não deve ser o mesmo que “branquear e alinhar com a imposição de um desumano bloqueio económico, o roubo de ativos, a ingerência, a desestabilização e a agressão a este país latino-americano por sucessivas administrações dos EUA”.
Para o PCP, o posicionamento português “confirma a natureza de um Governo disponível para vender o interesse nacional”.
O PCP condenou igualmente os “inaceitáveis intentos da Administração Trump de impor um governo fantoche na Venezuela”, com vista a garantir “a apropriação por parte das multinacionais petrolíferas norte-americanas dos recursos” da Venezuela.
As ameaças de Trump contra países como a Venezuela, Cuba, Colômbia ou o México também mereceram uma condenação por parte do PCP, que acusou ainda a administração norte-americana de “impor o seu domínio político e económico sobre todo o continente americano, para explorar e saquear os recursos naturais”.
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