Coimbra

Veja como ficou por dentro o apartamento que explodiu em Coimbra

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 22 minutos atrás em 05-02-2026

Um apartamento num prédio da Rua Augusto Marques, no Vale das Flores, em Coimbra, ficou completamente destruído na manhã do dia 27 de janeiro, na sequência de uma explosão que causou cinco feridos, um dos quais em estado grave.

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No local, o cenário é comparável a um cenário de guerra: paredes arrancadas, portas e elevadores destruídos, e apenas o que ainda é recuperável está a ser retirado para análise e posterior reabilitação.

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Trata-se de um T1 e de mais um apartamento vizinho, ambos totalmente devastados. “Estamos a iniciar a reabilitação. Estamos a tirar tudo o que está podre, partido, estragado, e depois passaremos à fase de orçamentação e reabilitação para que as pessoas possam regressar aos seus agregados rapidamente”, explicou Fernando Alves, administrador da empresa Edifício do Condomínio.

O responsável esclareceu que todo o material destruído está a ser retirado, e que ninguém pode entrar sem autorização. “O prédio foi fechado logo de imediato, fechámos tudo, até por causa da tempestade e para preservar os bens das pessoas. O que vamos retirar é aquilo que já não presta para nada, para depois orçamentarmos e verificarmos o que se pode fazer.”

Sobre o regresso dos moradores, Fernando Alves revelou que o prédio está atualmente inabitável. “Não há água, não há luz, não há eletricidade… não pode haver, porque senão estaríamos a correr mais riscos. Queremos que aqueles que já possam regressar, o façam em condições, depois das inspeções ao gás, à eletricidade e à segurança mínima.”

Cinco pessoas ficaram feridas na explosão, sendo que um homem de 38 anos, que se encontrava sentado junto a uma parede da cozinha, sofreu ferimentos graves. “Ele estava sentado junto a este frigorífico, e acabou por ficar soterrado. Está a recuperar, vai recuperar, tem força e sabemos que vai conseguir ultrapassar esta fase complicada”, afirmou.

O administrador destacou ainda a coordenação entre os serviços de emergência, a Câmara Municipal e os condóminos. “Houve um trabalho rápido para realojar as famílias, algumas com crianças e uma com criança com deficiência. A Proteção Civil, a Câmara e os bombeiros atuaram de imediato, e foi criada uma comissão para acompanhar toda a situação.”

Apesar do cenário de destruição, Fernando Alves sublinhou que o prédio estava inspecionado e segurado. “O prédio tinha inspeção, estava tudo em ordem, e as companhias de seguro estão a trabalhar connosco para minimizar prejuízos e agilizar a reabilitação.”

“É triste, mas estamos a trabalhar com o máximo de força para que as pessoas possam regressar rapidamente às suas casas”, concluiu o administrador.