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Coimbra

Várias atividades assinalam 120 anos de ordenamento da Mata Nacional do Urso

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 Várias atividades assinalam na quinta-feira os 120 anos de ordenamento da Mata Nacional do Urso, uma área de 6.102 hectares distribuída pelos concelhos de Leiria e Pombal, no distrito de Leiria, e Figueira da Foz, Coimbra.

As comemorações começam às 09:30, na Guarda do Norte, Pombal, com uma evocação sobre a mata e a história da região, seguindo-se uma sementeira.

Uma exposição sobre arborização das dunas do litoral, uma sessão de anilhagem científica, uma mostra de cartazes de cogumelos na floresta e a libertação de uma ave recuperada são outras das iniciativas previstas, numa organização do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da Câmara Municipal de Pombal.

O programa contempla, ainda, a visita a um projeto de limpeza de floresta desenvolvido em colaboração entre o ICNF e a Celbi.

À agência Lusa, António Ferreira Borges, chefe da Divisão de Gestão Operacional e Valorização do ICNF, salientou hoje a importância económica da Mata Nacional do Urso na produção de madeira e resina, realçando, igualmente, a sua importância paisagística e ambiental na proteção das dunas e na proteção e alimentação dos seus aquíferos.

Quanto às ameaças, António Ferreira Borges apontou como “principal” os incêndios, admitindo que o nemátodo do pinheiro será uma “preocupação a curto, médio prazo”.

Segundo um folheto do ICNF, a mata compreende o antigo Pinhal do Urso, anteriormente designado por Pinhal da Universidade, e as dunas localizadas entre a Praia do Pedrógão e a Leirosa, que foram arborizadas há cerca de um século com pinheiro bravo, espécie que ocupa dois terços da área.

“O Pinhal do Urso fez parte do ‘Couto do Louriçal’, pertença do antigo Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra”, adianta o ICNF, referindo que “em 1837 passou para o Estado, depois de pertencer à Universidade de Coimbra por doação de D. João III”.

A Mata Nacional do Urso tem exploração ordenada desde 27 de julho de 1894, quando foi aprovado o seu ordenamento, então apenas com 1.386,59 hectares de areias arborizadas e 78 talhões. Em agosto de 1933 foi aprovado um novo ordenamento, reforçando-se a produção sustentada de material lenhoso, informa o ICNF.

Há quatro anos, foi elaborado um plano de gestão florestal para a mata, conjuntamente com a Mata Nacional do Pedrógão, a sul, tendo-se estabelecido três secções – produção, transição e proteção – “conforme a qualidade e a aptidão dos povoamentos e dos espaços florestais”.

“As secções de transição e de proteção, com cerca de 4.377 hectares, foram somente arborizadas na primeira metade do século XX, enquanto na atual secção de produção existirá pinhal desde os primórdios da nação portuguesa”, acrescenta o ICNF.

Atualmente, a Mata Nacional do Urso está dividida em 267 talhões, com a área média de 22 hectares, sendo que o plano de cortes finais determina que se renovem anualmente cerca de 18 hectares da secção de produção.

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